Dinheiro Operação
Falso banco: operação prende suspeitos de golpes via PIX
Grupo teria movimentado R$ 4,8 milhões em fraudes
20/05/2026 17h41
Por: Redação

Uma operação da Polícia Civil em Goiás, Tocantins, Mato Grosso e Maranhão prendeu suspeitos de integrar um esquema de golpes eletrônicos que teria movimentado cerca de R$ 4,8 milhões em transferências fraudulentas e PIX indevidos.

Segundo a investigação, foram cumpridos 11 mandados de prisão preventiva e determinado o bloqueio de mais de R$ 1,9 milhão em bens e valores ligados aos investigados.

Outras duas pessoas também acabaram presas em flagrante por tráfico de drogas e associação para o tráfico durante a operação.

Golpe usava páginas falsas de bancos

De acordo com a Polícia Civil, o grupo criava páginas falsas de instituições financeiras digitais e impulsionava os links com anúncios pagos em plataformas de busca na internet.

Com isso, os sites fraudulentos apareciam entre os primeiros resultados das pesquisas feitas pelas vítimas.

Acreditando estar acessando o portal verdadeiro do banco, os usuários inseriam dados pessoais, senhas e informações bancárias.

Segundo a investigação, os criminosos usavam essas credenciais para acessar as contas reais das vítimas e realizar transferências indevidas para contas intermediárias.

Polícia cita técnica de “sequestro de sessão”

A delegada Bárbara Butinni explicou que o grupo utilizava uma técnica conhecida como “session hijack”, ou sequestro de sessão.

Segundo ela, enquanto a vítima validava informações e QR Codes no site falso, os criminosos capturavam os dados em tempo real e acessavam o sistema legítimo da instituição financeira para executar as movimentações bancárias.

Grupo já havia sido investigado anteriormente

A Polícia Civil informou que o esquema fez pelo menos 18 vítimas.

Ainda segundo a delegada, três dos presos já haviam sido denunciados pelo mesmo tipo de crime em 2022, no Tocantins.

Os investigados podem responder por:

Drogas também foram apreendidas

Além das prisões ligadas às fraudes bancárias, a operação resultou na apreensão de cerca de 10 quilos de maconha.

As duas pessoas presas em flagrante por tráfico e associação para o tráfico foram autuadas separadamente.

Ex-prefeito de Uruaçu é preso por suspeita de falso sequestro

Polícia suspeita de tentativa de extorsão contra a própria família

O ex-prefeito de Uruaçu, Lourenço Pereira Filho, foi preso em Goiânia suspeito de fingir o próprio sequestro para tentar extorquir dinheiro da família.

Segundo a Polícia Civil, ele e um amigo teriam armado a falsa situação para conseguir R$ 4 mil e quitar uma dívida adquirida durante consumo de bebida alcoólica.

Os dois passaram por audiência de custódia e tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva.

Família recebeu cobrança para informar paradeiro

De acordo com a investigação, Lourenço viajou de Uruaçu para Goiânia no dia 13 de março e deixou de responder às ligações da família após chegar à capital.

Durante as buscas, familiares encontraram uma publicação nas redes sociais de um amigo do ex-prefeito.

Ao entrarem em contato com ele, receberam a informação de que Lourenço devia R$ 4 mil e que o paradeiro só seria revelado após o pagamento da quantia.

Segundo a polícia, o homem teria usado o suposto desaparecimento para pressionar emocionalmente os familiares.

Polícia diz que amigos agiram juntos

O delegado William Bretz afirmou que as investigações apontam para uma ação conjunta entre os dois suspeitos.

“Ficou claro que houve, na verdade, uma comunhão de vontades entre eles para se utilizar da fragilidade emocional da família”, afirmou o delegado à TV Anhanguera.

Após diligências, os policiais localizaram o amigo de Lourenço, que indicou onde o ex-prefeito estava.

Segundo a polícia, Lourenço foi encontrado bem e sem sinais de violência.

Suspeitos estavam alcoolizados, diz investigação

A Polícia Civil informou que os dois aparentavam não estar sóbrios quando foram encontrados.

Ainda segundo a investigação, o ex-prefeito chegou a falar rapidamente com familiares durante uma ligação, pronunciando lentamente o nome de um parente, o que aumentou o desespero da família.

O delegado afirmou que Lourenço permaneceu com o celular durante todo o período e teria evitado deliberadamente atender ou tranquilizar os familiares.

Caso segue sob investigação

Os dois suspeitos foram autuados por extorsão majorada pelo concurso de agentes.

Segundo o processo, Lourenço também relatou problemas de saúde, incluindo cirrose hepática, diabetes e baixa contagem de plaquetas.

O caso segue sendo investigado pela 4ª Delegacia Distrital da Polícia Civil, em Goiânia.