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Estrela entra em recuperação judicial em meio à crise no setor
Fabricante cita juros altos e mudança no consumo infantil
20/05/2026 17h54
Por: Redação

A Estrela entrou com pedido de recuperação judicial nesta quarta-feira (20), alegando dificuldades financeiras provocadas pelos juros elevados, crédito mais restrito e mudanças no comportamento do consumidor infantil.

Segundo a companhia, o avanço dos jogos digitais, redes sociais e plataformas online impactou diretamente o mercado tradicional de brinquedos.

Em comunicado ao mercado, a empresa afirmou que manterá normalmente as operações industriais, comerciais e administrativas durante o processo.

Ações despencaram mais de 30%

Após o anúncio, as ações da empresa fecharam em queda de 33%, cotadas a R$ 3.

Durante o pregão, os papéis chegaram a entrar em leilão — mecanismo usado pela bolsa quando há forte volatilidade nas negociações.

Empresa ficou conhecida por brinquedos clássicos

A Estrela é responsável por brinquedos que marcaram gerações, como:

Nos últimos anos, a fabricante tentou modernizar produtos clássicos e ampliar o foco em licenças, colecionáveis e influenciadores digitais, mas enfrentou dificuldades para competir com importados baratos e o entretenimento digital.

Recuperação judicial não significa falência

A recuperação judicial é um mecanismo usado para tentar evitar a falência e permitir a renegociação de dívidas.

Se o pedido for aceito pela Justiça, a empresa ganha proteção contra cobranças e execuções judiciais por 180 dias — período chamado de “stay period”.

Nesse intervalo, a companhia tenta negociar um plano de pagamento com credores enquanto mantém as atividades funcionando.

Outras empresas também recorreram à Justiça

O pedido da Estrela acontece em meio ao aumento de recuperações judiciais no Brasil.

Empresas como o Grupo Toky e o Grupo CVLB Brasil também recorreram ao mecanismo recentemente diante da crise no varejo e do aumento do custo financeiro.