O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, ofereceu US$ 100 milhões em alimentos e medicamentos para Cuba em um vídeo publicado nesta quarta-feira (20).
Falando em espanhol, Rubio afirmou que o governo de Donald Trump quer construir “um novo caminho” entre os Estados Unidos e Cuba.
Segundo ele, os recursos seriam distribuídos pela Igreja Católica e por organizações beneficentes consideradas confiáveis pelos norte-americanos.
Durante o pronunciamento, Rubio responsabilizou o governo de Miguel Díaz-Canel pela crise energética e humanitária enfrentada pelo país.
O secretário afirmou que os cubanos precisam ter liberdade para escolher seus governantes e criticou o regime por corrupção e repressão política.
“O presidente Donald Trump está oferecendo um novo caminho entre os EUA e uma nova Cuba”, declarou.
A embaixada cubana nos Estados Unidos reagiu às declarações e acusou Marco Rubio de mentir de forma “repetida e inescrupulosa”.
O governo de Cuba também afirmou que Washington mantém uma política de agressão contra a ilha.
O chanceler cubano, Bruno Rodríguez Parrilla, criticou o governo americano, mas não descartou a possibilidade de aceitar a ajuda humanitária.
A crise diplomática ganhou um novo capítulo após os Estados Unidos acusarem criminalmente o ex-presidente cubano Raúl Castro.
Segundo autoridades americanas, Castro é acusado de ter ordenado, em 1996, o abatimento de duas aeronaves civis da organização Irmãos ao Resgate.
O ataque matou quatro pessoas, incluindo três cidadãos norte-americanos.
Raúl Castro responde por acusações de conspiração para matar cidadãos americanos, destruição de aeronave e homicídio. Outros envolvidos também foram indiciados.
Nos últimos dias, o governo Trump também anunciou sanções contra ministros cubanos, integrantes das Forças Armadas e membros do serviço de inteligência da ilha.
As medidas impedem relações econômicas entre os sancionados e empresas ou instituições americanas.
O governo cubano afirma que as ações representam tentativa de interferência externa e reforça que não pretende alterar o sistema político do país.