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Petróleo despenca após fala de Trump sobre fim da guerra com Irã
Declarações do presidente dos EUA animaram mercado internacional
20/05/2026 18h11
Por: Lavínia Dornellas

Os preços internacionais do petróleo registraram forte queda nesta quarta-feira (20) após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de um acordo para encerrar o conflito com o Irã.

O movimento aumentou o otimismo dos investidores e reduziu temores sobre impactos da guerra no fornecimento global de petróleo.

Barril caiu mais de 5% no mercado internacional

Por volta das 15h15, o barril do petróleo tipo WTI, referência nos Estados Unidos, recuava 5,58%, sendo negociado a US$ 98,34.

Já o petróleo Brent, principal referência internacional, caía 5,45%, cotado a US$ 105,21.

Na sessão anterior, os contratos já haviam fechado em queda após sinais de avanço nas negociações diplomáticas.

Trump falou em possível fim rápido da guerra

Na terça-feira (19), Trump afirmou a parlamentares na Casa Branca que a guerra com o Irã pode terminar “muito rapidamente”.

A declaração foi na direção oposta ao discurso adotado anteriormente pelo presidente americano, que havia ameaçado novos ataques ao território iraniano.

Segundo Trump, ele esteve a cerca de uma hora de autorizar uma ofensiva militar contra o Irã na segunda-feira (18), mas decidiu suspender a ação após pedidos de líderes do Oriente Médio.

Líderes árabes pediram adiamento do ataque

Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que recebeu apelos do emir do Catar, Tamim bin Hamad Al Thani; do príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman; e do presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed bin Zayed Al Nahyan.

Segundo o republicano, os líderes pediram mais tempo para negociações diplomáticas envolvendo o conflito.

“Fui solicitado a adiar o nosso planejado ataque militar porque negociações sérias estão em andamento”, escreveu Trump.

Mercado acompanha tensão no Oriente Médio

O conflito entre Estados Unidos e Irã segue pressionando os mercados internacionais devido ao risco de impacto sobre o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de petróleo e commodities.

Qualquer avanço diplomático reduz preocupações com interrupções no fornecimento mundial e tende a derrubar os preços da commodity.