
O ex-prefeito de Uruaçu, Lourenço Pereira Filho, foi preso em Goiânia suspeito de fingir o próprio sequestro para tentar extorquir dinheiro da família.
Segundo a Polícia Civil, ele e um amigo teriam armado a falsa situação para conseguir R$ 4 mil e quitar uma dívida adquirida durante consumo de bebida alcoólica.
Os dois passaram por audiência de custódia e tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva.
De acordo com a investigação, Lourenço viajou de Uruaçu para Goiânia no dia 13 de março e deixou de responder às ligações da família após chegar à capital.
Durante as buscas, familiares encontraram uma publicação nas redes sociais de um amigo do ex-prefeito.
Ao entrarem em contato com ele, receberam a informação de que Lourenço devia R$ 4 mil e que o paradeiro só seria revelado após o pagamento da quantia.
Segundo a polícia, o homem teria usado o suposto desaparecimento para pressionar emocionalmente os familiares.
O delegado William Bretz afirmou que as investigações apontam para uma ação conjunta entre os dois suspeitos.
“Ficou claro que houve, na verdade, uma comunhão de vontades entre eles para se utilizar da fragilidade emocional da família”, afirmou o delegado à TV Anhanguera.
Após diligências, os policiais localizaram o amigo de Lourenço, que indicou onde o ex-prefeito estava.
Segundo a polícia, Lourenço foi encontrado bem e sem sinais de violência.
A Polícia Civil informou que os dois aparentavam não estar sóbrios quando foram encontrados.
Ainda segundo a investigação, o ex-prefeito chegou a falar rapidamente com familiares durante uma ligação, pronunciando lentamente o nome de um parente, o que aumentou o desespero da família.
O delegado afirmou que Lourenço permaneceu com o celular durante todo o período e teria evitado deliberadamente atender ou tranquilizar os familiares.
Os dois suspeitos foram autuados por extorsão majorada pelo concurso de agentes.
Segundo o processo, Lourenço também relatou problemas de saúde, incluindo cirrose hepática, diabetes e baixa contagem de plaquetas.
O caso segue sendo investigado pela 4ª Delegacia Distrital da Polícia Civil, em Goiânia.