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Investigação aponta Deolane como “caixa” do PCC, diz relatório
Polícia atribui papel central à influenciadora em esquema investigado.
21/05/2026 17h46
Por: Redação

A investigação que levou à prisão da influenciadora Deolane Bezerra aponta que ela teria atuado como um “verdadeiro caixa” do PCC, segundo relatório da Operação Vérnix, conduzida pelo Gaeco de Presidente Prudente com apoio da Polícia Civil de São Paulo.

A expressão aparece no documento usado como base para o pedido de prisão preventiva autorizado pela Justiça.

Segundo os investigadores, Deolane teria ajudado a ocultar e movimentar recursos supostamente ligados à facção criminosa com aparência de legalidade.

Relatório fala em lavagem de dinheiro

De acordo com a investigação, a influenciadora faria parte de uma estrutura organizada de lavagem de capitais composta por núcleos financeiro, operacional, familiar e decisório.

O relatório afirma que Deolane estaria inserida na etapa de integração dos recursos ao sistema financeiro formal, utilizando empresas, movimentações patrimoniais e operações consideradas suspeitas pelos investigadores.

A Polícia Civil sustenta que a atuação pública e midiática da influenciadora ajudaria a dar aparência lícita às operações financeiras investigadas.

Caso começou em outra investigação

Segundo os autos, a investigação teve origem em apurações anteriores envolvendo a empresa Lopes Lemos Transportes Ltda., apontada como instrumento de lavagem de dinheiro para o PCC.

A partir da análise de celulares apreendidos na Operação Lado a Lado, investigadores cruzaram dados bancários, fiscais e patrimoniais até chegar ao nome de Everton de Souza, conhecido como “Player”, apontado como operador financeiro.

Segundo a polícia, foi nesse contexto que o nome de Deolane passou a aparecer nas investigações.

Prisão preventiva foi autorizada pela Justiça

Polícia Civil e Ministério Público afirmaram que a prisão preventiva seria necessária para evitar continuidade das supostas movimentações financeiras, impedir dissipação de patrimônio e preservar provas.

A Justiça autorizou as prisões cautelares e medidas patrimoniais com base nos elementos apresentados pela investigação.

A decisão destaca que a prisão preventiva “não se trata de antecipação de pena”, mas de medida processual prevista no Código de Processo Penal.

Defesa ainda poderá contestar acusações

As conclusões da investigação ainda serão analisadas ao longo do processo judicial.

Segundo a própria decisão, os investigados terão direito ao contraditório e à ampla defesa durante o andamento da ação penal.