Uma briga entre representantes dos policiais penais de Goiás chamou atenção nas redes sociais após vídeos mostrarem o presidente do Sindicato dos Policiais Penais de Goiás, Maxsuell Miranda das Neves, dando um soco no presidente da Associação dos Policiais Penais de Goiás, Adalto Nunes.
O caso aconteceu na quarta-feira (20), antes de uma reunião no Palácio Pedro Ludovico Teixeira, em Goiânia.
Segundo Maxsuell, ele reagiu após Adalto agredir dois policiais penais que o acompanhavam.
De acordo com o presidente do sindicato, a discussão começou após um pedido para que Adalto assinasse um documento relacionado à prestação de contas da associação.
Maxsuell afirmou que um dos policiais foi atingido com uma cabeçada e outro recebeu tapas durante a confusão.
Já Adalto Nunes apresentou outra versão sobre o caso.
Segundo ele, o grupo queria que ele assinasse um documento reconhecendo uma suposta dívida de R$ 1 milhão com a associação.
Adalto afirmou que se recusou a assinar sem ler o conteúdo e relatou ter sido ameaçado verbalmente pelos envolvidos.
Em nota enviada ao g1, ele disse ainda que ouviu que estaria “na mira de tiro” do grupo por causa da criação de um novo sindicato da categoria.
Em nota oficial, o Governo de Goiás afirmou que a discussão foi motivada por uma rixa antiga entre os dois dirigentes sindicais e que a situação evoluiu para agressão física.
Segundo o estado, seguranças do Palácio Pedro Ludovico encerraram a confusão e prestaram assistência aos envolvidos.
O governo também ressaltou que nenhum dos dois atua na segurança do Centro Administrativo.
Após a briga, Adalto registrou boletim de ocorrência por lesão corporal e ameaça.
Já Maxsuell afirmou que também procuraria a Polícia Civil para registrar sua versão dos fatos.
O caso deve ser investigado pela 1ª Delegacia de Polícia de Goiânia.