Relatórios da inteligência dos Estados Unidos apontam que o Irã está reconstruindo parte de sua capacidade militar mais rapidamente do que o previsto após os ataques realizados por EUA e Israel.
Segundo fontes ouvidas pela CNN, o país já retomou parte da produção de drones durante o atual cessar-fogo iniciado em abril.
As avaliações indicam que o Irã ainda representa uma ameaça significativa para aliados americanos no Oriente Médio.
De acordo com autoridades americanas, o Irã pode recuperar totalmente sua capacidade de ataque com drones em até seis meses.
Os drones são vistos como uma das principais preocupações dos aliados dos Estados Unidos na região, principalmente diante da possibilidade de retomada do conflito.
O presidente Donald Trump já afirmou publicamente que pode voltar a bombardear o Irã caso não haja avanço nas negociações.
Segundo fontes ligadas às investigações, os ataques conjuntos entre Estados Unidos e Israel causaram danos importantes, mas não destruíram totalmente a estrutura militar iraniana.
A inteligência americana avalia que parte significativa dos lançadores de mísseis, drones e sistemas de defesa aérea do Irã continua operacional.
Relatórios recentes apontam que cerca de dois terços dos lançadores de mísseis iranianos ainda teriam sobrevivido aos ataques.
As avaliações da inteligência também apontam que o Irã recebeu apoio externo para acelerar a reconstrução militar.
Segundo fontes ouvidas pela CNN, a China continuou fornecendo componentes que podem ser usados na fabricação de mísseis durante o conflito.
O governo chinês negou oficialmente as acusações.
Autoridades americanas afirmam que o Irã ainda mantém capacidade de ameaçar o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de petróleo.
Além dos drones, parte dos mísseis de cruzeiro usados para defesa costeira teria permanecido intacta após os bombardeios.
As novas avaliações da inteligência americana contrastam com declarações públicas do comando militar dos Estados Unidos.
O comandante do CENTCOM, almirante Brad Cooper, afirmou nesta semana que 90% da base industrial militar iraniana teria sido destruída.
Já relatórios internos apontam que a reconstrução das capacidades militares pode levar apenas alguns meses, e não anos, como declarado oficialmente.