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Operação mira fraude milionária dentro da Comurg

Polícia investiga acordos irregulares e pagamentos indevidos.

Redação
Por: Redação
22/05/2026 às 15h29 Atualizada em 22/05/2026 às 17h35
Operação mira fraude milionária dentro da Comurg

Três ex-servidores da Companhia de Urbanização de Goiânia foram presos nesta quinta-feira (21) durante uma operação da Polícia Civil de Goiás que investiga fraudes em acordos extrajudiciais realizados entre 2022 e 2024.

Além das prisões, outros 16 servidores foram afastados das funções públicas por suspeita de participação no esquema.

Investigação aponta acordos suspeitos de R$ 13 milhões

Segundo a Polícia Civil, 35 funcionários da companhia abriram processos internos para receber diferenças salariais, alegando situações como desvio de função.

As investigações apontam que servidores dos setores jurídico e de protocolo facilitavam os acordos e cobravam o repasse de até 60% dos valores pagos aos beneficiados.

De acordo com a polícia, os acordos extrajudiciais investigados somam cerca de R$ 13 milhões.

Polícia identificou irregularidades nos processos

Entre as irregularidades apontadas estão:

  • ausência de documentos e autorizações;
  • tramitação acelerada dos processos;
  • pagamentos considerados desproporcionais;
  • supressão de registros físicos e digitais.

O delegado Ivaldo Gomes afirmou que parte dos investigados também teria tentado combinar versões após o início das apurações.

“Empregados passaram a ser procurados tentando persuadi-los a manter uma unicidade da defesa”, disse o delegado à TV Anhanguera.

Operação cumpriu dezenas de mandados

Além das três prisões temporárias, a operação cumpriu:

  • 19 mandados de busca e apreensão;
  • 17 quebras de sigilo bancário e fiscal;
  • sequestro de bens avaliados em R$ 3,5 milhões.

Os investigados podem responder por:

  • falsidade ideológica;
  • peculato;
  • associação criminosa;
  • lavagem de dinheiro.

Comurg diz que investigações começaram internamente

Em nota, a Comurg informou que as irregularidades começaram a ser apuradas internamente em janeiro de 2025, por determinação do prefeito Sandro Mabel.

Segundo a companhia, documentos foram encaminhados à Polícia Civil, ao Ministério Público de Goiás e à OAB-GO.

A empresa também afirmou que já instaurou 39 apurações internas e que 11 empregados foram demitidos após processos administrativos disciplinares.

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