Três ex-servidores da Companhia de Urbanização de Goiânia foram presos nesta quinta-feira (21) durante uma operação da Polícia Civil de Goiás que investiga fraudes em acordos extrajudiciais realizados entre 2022 e 2024.
Além das prisões, outros 16 servidores foram afastados das funções públicas por suspeita de participação no esquema.
Segundo a Polícia Civil, 35 funcionários da companhia abriram processos internos para receber diferenças salariais, alegando situações como desvio de função.
As investigações apontam que servidores dos setores jurídico e de protocolo facilitavam os acordos e cobravam o repasse de até 60% dos valores pagos aos beneficiados.
De acordo com a polícia, os acordos extrajudiciais investigados somam cerca de R$ 13 milhões.
Entre as irregularidades apontadas estão:
O delegado Ivaldo Gomes afirmou que parte dos investigados também teria tentado combinar versões após o início das apurações.
“Empregados passaram a ser procurados tentando persuadi-los a manter uma unicidade da defesa”, disse o delegado à TV Anhanguera.
Além das três prisões temporárias, a operação cumpriu:
Os investigados podem responder por:
Em nota, a Comurg informou que as irregularidades começaram a ser apuradas internamente em janeiro de 2025, por determinação do prefeito Sandro Mabel.
Segundo a companhia, documentos foram encaminhados à Polícia Civil, ao Ministério Público de Goiás e à OAB-GO.
A empresa também afirmou que já instaurou 39 apurações internas e que 11 empregados foram demitidos após processos administrativos disciplinares.