Um caso de ebola foi confirmado na província de Kivu do Sul, no leste da República Democrática do Congo, a centenas de quilômetros do epicentro do surto identificado na província de Ituri.
O paciente era um homem de 28 anos que morreu após apresentar sintomas da doença. Segundo autoridades locais, ele foi enterrado seguindo protocolos de segurança.
De acordo com dados do Ministério da Saúde do Congo, o surto já contabiliza:
Especialistas afirmam que o vírus circulou por cerca de dois meses sem ser detectado antes da identificação oficial do surto na semana passada.
A Organização Mundial da Saúde declarou emergência de saúde pública internacional após o avanço da cepa Bundibugyo do vírus ebola.
Segundo autoridades sanitárias, ainda não existe vacina aprovada contra essa variante específica da doença.
A situação também preocupa países vizinhos. A Uganda confirmou dois casos da doença e anunciou a suspensão de voos para a República Democrática do Congo pelas próximas 48 horas.
Outro caso também foi registrado na cidade de Goma, capital da província de Kivu do Norte.
Na cidade de Rwampara, um dos focos da doença, protestos e confrontos aconteceram após familiares de uma vítima contestarem a causa da morte.
Manifestantes atacaram estruturas médicas e incendiaram tendas de atendimento administradas por equipes humanitárias.
A polícia utilizou gás lacrimogêneo e disparos de advertência para conter os confrontos.
Autoridades de saúde afirmam que a violência no leste do Congo e a desconfiança da população em relação às equipes médicas dificultam o controle da doença.
A região possui forte atuação de grupos armados e já enfrentou outro grande surto de ebola entre 2018 e 2020, que deixou cerca de 2.300 mortos.
Especialistas alertam que os números atuais podem representar apenas parte real da disseminação do vírus.