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Cardiomiopatia hipertrófica: entenda doença que causou morte de fisiculturista
Gabriel Ganley morreu aos 22 anos após complicações cardíacas
25/05/2026 15h33
Por: Lavínia Dornellas
Foto: Reprodução

O laudo do Instituto Médico Legal apontou que o fisiculturista e influenciador Gabriel Ganley morreu em decorrência de uma cardiomiopatia hipertrófica, doença cardíaca que provoca o espessamento anormal do músculo do coração.

A condição é considerada uma das principais causas de morte súbita em atletas jovens e pode causar arritmias graves, insuficiência cardíaca e parada cardíaca.

Com o avanço da doença, as paredes do coração ficam mais espessas e rígidas, dificultando o enchimento adequado das câmaras cardíacas e comprometendo a circulação sanguínea.

Especialistas explicam que, durante atividades físicas intensas, o coração pode não conseguir acompanhar a demanda do organismo, aumentando o risco de desmaios, arritmias e morte súbita.

Entre os principais sintomas da doença estão:

Segundo médicos, muitos casos permanecem silenciosos até episódios graves durante exercícios físicos ou competições.

Doença pode ser hereditária

Especialistas afirmam que cerca de 70% dos casos têm origem genética.

A condição possui padrão hereditário e pode ser transmitida entre familiares.

Por isso, médicos recomendam que parentes próximos de pacientes diagnosticados também realizem acompanhamento cardiológico.

Uso de anabolizantes pode agravar quadro

Cardiologistas ouvidos pela imprensa afirmam que o uso de esteroides anabolizantes pode contribuir para o desenvolvimento ou agravamento da hipertrofia cardíaca.

Segundo os especialistas, essas substâncias aumentam a pressão arterial e sobrecarregam o coração, favorecendo alterações no músculo cardíaco e o surgimento de arritmias graves.

O uso de insulina para fins estéticos também pode ampliar riscos cardiovasculares quando combinado com outras substâncias.

Diagnóstico pode ser feito com exames cardíacos

A cardiomiopatia hipertrófica costuma ser identificada por exames como:

O tratamento varia conforme a gravidade do quadro e pode incluir medicamentos, restrição de atividades físicas intensas e até implante de desfibrilador cardíaco em casos mais graves.

A morte de Gabriel Ganley gerou grande repercussão nas redes sociais e reacendeu o debate sobre os riscos do uso de substâncias para ganho muscular e a importância do acompanhamento médico em atletas de alta performance.