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Goiás monitora risco de “super El Niño” e aumento de queimadas
Fenômeno climático pode atrasar chuvas, elevar temperaturas e agravar incêndios florestais no estado
26/05/2026 15h14
Por: Lavínia Dornellas
Foto: Reprodução/ Agência Brasil

O Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo) monitora a possibilidade de formação de um “super El Niño” nos próximos meses e alerta para impactos que podem atingir diretamente o estado. Entre os principais riscos estão atraso no período chuvoso, temperaturas acima da média e aumento das queimadas.

Segundo o órgão, o cenário mais crítico dependerá do aquecimento das águas do Oceano Pacífico entre agosto e setembro. Caso a temperatura fique cerca de 2°C acima da média, Goiás poderá enfrentar mudanças significativas no clima ainda no segundo semestre.

De acordo o Cimehgo, o início das chuvas pode atrasar entre 15 e 20 dias. Isso significa que outubro pode registrar precipitações irregulares e longos períodos de seca, afetando principalmente produtores rurais.

Além dos impactos no campo, o calor também deve aumentar. Sem a chegada regular das chuvas, cidades como Goiânia podem registrar temperaturas acima de 32°C e 34°C durante setembro e outubro. Em alguns períodos, os termômetros podem ficar até 5°C acima da média climatológica.

Diante da possibilidade de agravamento climático, o órgão informou que mantém alinhamento semanal com a Defesa Civil para organizar ações preventivas contra queimadas e estiagem prolongada.

O alerta em Goiás ocorre ao mesmo tempo em que o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou que a União e estados da Amazônia Legal e do Pantanal apresentem, em até dez dias, planos de combate a incêndios florestais.

A decisão do STF foi baseada em estudos do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), que apontam risco elevado de seca extrema e avanço das queimadas no Brasil caso um El Niño forte se confirme entre 2026 e 2027.

O fenômeno climático é provocado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico e altera padrões de chuva e temperatura em várias partes do mundo. No Brasil, costuma provocar seca mais intensa no Centro-Oeste e na Amazônia, além de favorecer incêndios florestais durante os períodos mais quentes do ano.