As Forças de Defesa de Israel afirmaram ter realizado ataques contra mais de 100 alvos do Hezbollah durante a madrugada desta terça-feira no Líbano. Segundo os militares israelenses, a operação atingiu depósitos de armas, centros de comando e outras estruturas ligadas ao grupo extremista.
Os bombardeios aconteceram principalmente no Vale do Bekaa e em regiões do sul libanês, áreas onde o Hezbollah mantém forte presença. A Agência Nacional de Notícias do Líbano informou que um paramédico morreu durante os ataques.
A ofensiva ocorre em meio ao aumento dos lançamentos de drones explosivos do Hezbollah contra cidades israelenses próximas à fronteira. Nesta terça-feira, Israel voltou a registrar novos ataques com drones, embora não haja relatos de feridos.
Por causa da escalada da tensão, escolas em diversas comunidades israelenses na região da fronteira permaneceram fechadas. O governo israelense também indicou que pode ampliar as operações militares contra estruturas do Hezbollah nos próximos dias.
Na segunda-feira, as forças israelenses já haviam anunciado ataques contra cerca de 70 alvos, incluindo instalações na cidade costeira de Tiro, no Mediterrâneo.
Segundo fontes ouvidas pela CNN, Israel discute inclusive a retomada de ataques contra líderes do Hezbollah em Beirute, capital do Líbano. As ações dependeriam da aprovação do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e do gabinete de segurança israelense.
O aumento da ofensiva acontece apesar do cessar-fogo firmado entre Israel e Líbano em maio, com mediação dos Estados Unidos. O acordo previa redução das hostilidades por 45 dias, mas os confrontos continuaram principalmente no sul do território libanês.
O governo americano tenta negociar simultaneamente uma trégua mais ampla envolvendo Israel, Hezbollah e Irã. Segundo relatos, Teerã condiciona avanços nas conversas à redução das operações militares israelenses no Líbano.
De acordo com o Ministério da Saúde libanês, mais de 3 mil pessoas morreram desde o agravamento do conflito neste ano. Israel afirma que as operações têm como alvo estruturas militares e acusa o Hezbollah de violar repetidamente os acordos de cessar-fogo.