16°C 29°C
Goiânia, GO

Alimentos e energia puxam maior inflação de maio em 10 anos

Alta dos alimentos e da conta de luz pressionou o IPCA-15, que acumulou 4,64% em 12 meses

Lavínia Dornellas
Por: Lavínia Dornellas
27/05/2026 às 15h41
Alimentos e energia puxam maior inflação de maio em 10 anos
Foto: Reprodução

A inflação medida pelo IPCA-15 acelerou acima do esperado em maio e registrou o maior resultado para o mês em dez anos, segundo dados divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O índice subiu 0,62%, pressionado principalmente pela alta dos alimentos e da energia elétrica.

Apesar de desacelerar em relação aos 0,89% registrados em abril, o resultado veio acima das projeções do mercado financeiro, que esperava alta de 0,57%. Com isso, a inflação acumulada em 12 meses chegou a 4,64% e voltou a ultrapassar o teto da meta perseguida pelo Banco Central do Brasil, fixado em 4,5%.

O grupo de alimentação e bebidas teve a maior pressão no índice, com alta de 1,38%. Entre os produtos que mais subiram estão batata, tomate, leite longa vida e carnes. Economistas apontam que fatores climáticos, aumento do diesel e custos logísticos ajudaram a elevar os preços.

A energia elétrica também pesou no bolso do consumidor. A conta de luz subiu 2,16% após a entrada em vigor da bandeira tarifária amarela, que acrescenta cobrança extra nas tarifas. Reajustes em cidades como Fortaleza, Salvador e Recife também influenciaram o resultado.

Por outro lado, os combustíveis deram algum alívio na inflação deste mês. O grupo transportes foi o único a registrar queda, puxado pela redução nos preços da gasolina, do etanol e do diesel após a forte alta registrada durante a escalada da guerra no Irã.

O IPCA-15 funciona como uma prévia da inflação oficial do país, o IPCA, que será divulgado pelo IBGE em junho. Após o resultado acima do esperado, bancos e consultorias revisaram para cima as projeções de inflação para 2026.

Analistas avaliam que o cenário segue pressionado por fatores externos, como a guerra no Oriente Médio, que elevou custos de combustíveis e fertilizantes, além da possibilidade de um novo El Niño forte nos próximos meses.

O fenômeno climático preocupa economistas porque pode afetar a produção agrícola, aumentar o preço dos alimentos e dificultar o controle da inflação. A combinação de clima adverso, alimentos caros e serviços pressionados é vista como um desafio para o governo Luiz Inácio Lula da Silva e para o Banco Central em um cenário de desaceleração econômica e aproximação do período eleitoral.

Segundo especialistas, a inflação dos serviços segue elevada e mostra que o processo de redução dos preços ainda deve ser lento nos próximos meses.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Goiânia, GO
16°
Tempo limpo
Mín. 16° Máx. 29°
16° Sensação
2.06 km/h Vento
74% Umidade
0% (0mm) Chance chuva
06h40 Nascer do sol
17h50 Pôr do sol
Sexta
27° 15°
Sábado
28° 13°
Domingo
29° 13°
Segunda
30° 16°
Terça
32° 18°
Economia
Dólar
R$ 5,06 -0,03%
Euro
R$ 5,87 0,00%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 337,265,40 -3,99%
Ibovespa
170,330,63 pts -2.22%
Enquete
...
...
Publicidade