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Petrobras sobe gasolina, mas governo reduz impacto nas bombas
Alta de R$ 0,48 na gasolina para distribuidoras será compensada por subsídio federal de R$ 0,44 por litro
28/05/2026 16h34
Por: Lavínia Dornellas
Foto: Reprodução

A Petrobras anunciou nesta quinta-feira um reajuste de R$ 0,48 por litro no preço da gasolina A vendida às distribuidoras. Apesar da alta, o impacto para o consumidor final deve ser pequeno devido ao subsídio federal criado pelo governo Lula.

Segundo a estatal, haverá um desconto de R$ 0,44 por litro, previsto no decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na última segunda-feira. Com isso, o aumento efetivo esperado nas bombas deve ficar em torno de R$ 0,03 a R$ 0,04 por litro.

A gasolina A é o combustível puro vendido pelas refinarias. Depois da mistura obrigatória de 30% de etanol anidro, ela se transforma na gasolina C, comercializada nos postos.

De acordo com a Petrobras, sua participação no preço final ao consumidor passará de R$ 1,80 para R$ 1,83 por litro.

Subsídio busca conter efeitos da guerra no Oriente Médio

O desconto faz parte de uma medida emergencial criada pelo governo federal para tentar conter a disparada nos preços dos combustíveis provocada pela alta internacional do petróleo.

O subsídio terá duração de dois meses e será pago pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) diretamente a produtores e importadores de gasolina.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, já havia sinalizado no fim de abril que a empresa poderia reajustar os preços nas refinarias caso o governo criasse mecanismos para reduzir o impacto ao consumidor.

Segundo ela, a medida permitiria responder às pressões do mercado e dos investidores sem provocar uma alta expressiva nos postos.

Petróleo disparou após conflito no Oriente Médio

A escalada da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã elevou fortemente o preço do petróleo nas últimas semanas.

O principal motivo foi o bloqueio parcial do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo.

Desde o início do conflito, em fevereiro, o barril do petróleo Brent saltou de US$ 72 para mais de US$ 94, acumulando alta próxima de 30%.

Nos últimos dias, no entanto, o mercado registrou leve alívio após sinais de avanço nas negociações entre americanos e iranianos para ampliação do cessar-fogo e retomada de conversas sobre o programa nuclear do Irã.