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PIB do Brasil cresce 1,1% puxado pelo agro e consumo das famílias

Agropecuária, consumo das famílias e investimentos impulsionaram a economia nos primeiros meses de 2026

Lavínia Dornellas
Por: Lavínia Dornellas
29/05/2026 às 16h07
PIB do Brasil cresce 1,1% puxado pelo agro e consumo das famílias
Foto: Reprodução

A economia brasileira cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026 em comparação com os últimos três meses de 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Em valores correntes, o Produto Interno Bruto (PIB) alcançou R$ 3,3 trilhões no período.

O resultado representa uma aceleração em relação ao quarto trimestre de 2025, quando o crescimento havia sido de 0,3%. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a alta foi de 1,8%.

O principal destaque da economia foi a agropecuária, que avançou 2%. O desempenho foi impulsionado pela maior produção agrícola, especialmente da soja, favorecida por condições climáticas mais favoráveis e aumento da produtividade no campo.

A indústria também registrou crescimento de 1%, com destaque para a extração mineral e a construção civil. Já o setor de serviços, responsável pela maior parcela da economia brasileira, avançou 0,5%, puxado principalmente pelas áreas de tecnologia da informação, comunicação e atividades imobiliárias.

Pela ótica do consumo, as famílias tiveram papel decisivo no resultado. O consumo das famílias cresceu 1% no trimestre e respondeu por grande parte da expansão econômica. Segundo o IBGE, o avanço foi favorecido pelo aumento da renda, da massa salarial e pela ampliação da oferta de crédito.

Na prática, isso significa que os brasileiros compraram mais produtos e contrataram mais serviços, movimentando setores como comércio, alimentação, transporte e lazer. Como o consumo das famílias representa cerca de 63% do PIB, qualquer aumento nesse indicador tem forte impacto sobre a atividade econômica.

Os investimentos também apresentaram crescimento expressivo, com alta de 3,5% no período. O indicador mede os recursos destinados à ampliação da capacidade produtiva do país, incluindo construção, máquinas, equipamentos e infraestrutura.

Por outro lado, o setor externo teve desempenho menos favorável. As exportações recuaram 1,7%, enquanto as importações cresceram 4,4%, refletindo uma demanda interna mais aquecida.

Além dos números do PIB, o Banco Central informou que as contas do setor público registraram superávit primário de R$ 24,6 bilhões em abril. Apesar do resultado positivo no mês, a dívida pública continuou avançando e atingiu 80,4% do PIB, o maior patamar desde 2021.

Especialistas avaliam que o crescimento da economia mostra resiliência da atividade econômica, mas alertam que desafios como inflação elevada, juros ainda altos e aumento da dívida pública continuam no radar para os próximos meses.

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