O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta segunda-feira (1º) que o país voltará a atacar alvos ligados ao Hezbollah caso o grupo libanês descumpra o acordo de cessar-fogo em vigor desde abril. A declaração foi feita durante conversa com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em meio aos esforços diplomáticos para evitar uma nova escalada do conflito na fronteira entre Israel e Líbano.
Segundo Netanyahu, as Forças de Defesa de Israel (IDF) continuarão atuando no sul do país e manterão suas operações de segurança enquanto houver ameaças contra o território israelense. O premiê também alertou que a cidade de Beirute poderá voltar a ser alvo de ações militares caso o Hezbollah retome ataques contra centros urbanos de Israel.
Mais cedo, Donald Trump afirmou ter convencido Netanyahu a recuar de uma possível ofensiva contra a capital libanesa. Em publicação nas redes sociais, o presidente norte-americano classificou a conversa como produtiva e disse que qualquer movimentação militar em direção a Beirute havia sido interrompida.
“Tive uma conversa telefônica muito produtiva com o primeiro-ministro israelense, Bibi Netanyahu, e não haverá tropas a caminho de Beirute. Quaisquer tropas que estivessem a caminho já foram impedidas de entrar”, declarou Trump.
Apesar do cessar-fogo firmado em 16 de abril, Israel continua realizando operações militares em território libanês. De acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU), ao menos 608 pessoas morreram no Líbano desde o início da trégua, evidenciando a fragilidade do acordo.
A situação também preocupa a comunidade internacional devido ao envolvimento indireto do Irã, principal aliado do Hezbollah. O governo iraniano acompanha os desdobramentos do conflito, enquanto os Estados Unidos tentam evitar que os confrontos entre Israel e o grupo libanês se transformem em uma crise regional de maiores proporções.
As negociações diplomáticas seguem em andamento, mas as declarações de Netanyahu indicam que Israel mantém a possibilidade de uma resposta militar imediata caso considere que o cessar-fogo foi violado.