Israel voltou a bombardear o Líbano nesta terça-feira (9), ampliando a tensão no Oriente Médio e desafiando os apelos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por uma redução dos confrontos na região. Segundo o Ministério da Saúde libanês, pelo menos oito pessoas morreram no ataque.
O bombardeio atingiu a cidade histórica de Tiro, no sul do Líbano. De acordo com autoridades locais, um míssil israelense atingiu a região leste da cidade, provocando mortes e deixando áreas destruídas. Após o ataque, milhares de moradores deixaram a região depois que Israel emitiu uma ordem de evacuação para toda a cidade.
O governo iraniano reagiu rapidamente e afirmou que responderá a qualquer nova ofensiva israelense contra o sul do Líbano ou contra a capital Beirute. Teerã acusa o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de ter rompido a trégua regional ao manter ataques em território libanês.
A nova ofensiva ocorre poucos dias após uma escalada militar entre Israel e Irã. No domingo (7), forças iranianas lançaram ataques contra Israel em resposta aos bombardeios israelenses realizados no Líbano. Horas depois, Israel retaliou atingindo alvos em território iraniano, incluindo áreas próximas à capital Teerã.
Na segunda-feira (8), após um apelo público de Donald Trump por uma interrupção imediata dos ataques, os dois países anunciaram a suspensão dos bombardeios diretos. No entanto, a pausa não incluiu as operações israelenses no Líbano.
Segundo informações divulgadas pela imprensa israelense e por agências internacionais, o governo de Israel informou que continuará suas ações militares contra posições ligadas ao Hezbollah no sul libanês. Autoridades israelenses também afirmaram que novos ataques poderão atingir Beirute caso o grupo continue realizando ofensivas contra o norte de Israel.
Apesar da suspensão temporária dos confrontos diretos entre Israel e Irã, a continuidade dos ataques no Líbano mantém a região em estado de alerta e aumenta o risco de uma nova escalada militar envolvendo diferentes países e grupos armados do Oriente Médio.