O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (10) que o país realizará novos ataques contra o Irã após a derrubada de um helicóptero militar americano no Estreito de Ormuz.
Durante conversa com jornalistas na Casa Branca, Trump indicou que a resposta militar poderá ocorrer ainda hoje e adotou um tom duro ao comentar o episódio.
“Vamos atacá-los, atacá-los com muita força”, declarou o presidente ao justificar a decisão. Segundo ele, a derrubada da aeronave militar dá aos Estados Unidos o direito de realizar uma nova ofensiva contra o regime iraniano.
Questionado se a medida representa a retomada dos bombardeios, Trump respondeu de forma direta: “Sim”.
O presidente também não descartou a possibilidade de ataques contra estruturas civis estratégicas, como usinas de energia e pontes, demonstrando irritação com a demora nas negociações para um acordo definitivo com Teerã.
Segundo Trump, os Estados Unidos mantêm conversas com o governo iraniano há vários meses e já obtiveram um compromisso de que o país não desenvolverá armas nucleares.
“Eles deveriam assinar o acordo. É um bom acordo. Queremos um acordo que seja significativo e que funcione”, afirmou.
Em meio ao aumento das tensões na região, fontes israelenses informaram que fragmentos de um míssil balístico disparado pelo Irã atingiram uma base da Força Aérea de Israel no norte do país durante os ataques realizados no domingo (7).
O caso ocorreu na base aérea de Ramat David. Segundo uma fonte militar israelense, os danos foram causados por estilhaços do projétil, e as Forças de Defesa de Israel ainda investigam a extensão dos impactos na estrutura.
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou ter atingido diretamente a instalação militar durante uma das primeiras ondas de lançamento de mísseis. Imagens divulgadas pela mídia estatal iraniana mostram o que o governo de Teerã diz ser o momento dos disparos.
Os ataques iranianos ocorreram em resposta às ofensivas israelenses contra posições ligadas ao Hezbollah nos arredores de Beirute, no Líbano.
A nova ameaça de ação militar anunciada por Trump aumenta a preocupação internacional sobre uma possível ampliação do conflito no Oriente Médio, em um momento de crescente instabilidade envolvendo Estados Unidos, Irã, Israel e grupos aliados na região.