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Arma registrada em nome de Bolsonaro é apreendida durante blitz da PM no Distrito Federal
Arma registrada em nome de Bolsonaro é apreendida durante blitz da PM no Distrito Federal
16/06/2026 16h13
Por: Lavínia Dornellas
Foto: Reprodução

Uma arma de fogo registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro foi apreendida pela Polícia Militar do Distrito Federal durante uma blitz realizada na noite de segunda-feira (15), em Taguatinga.

O armamento estava na posse do sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho, que foi abordado durante uma fiscalização de rotina no Pistão Norte. Após a identificação da arma, o militar foi encaminhado à 21ª Delegacia de Polícia para prestar esclarecimentos.

Segundo a ocorrência, o sargento apresentou documentação referente ao porte funcional e informou aos policiais que a arma pertencia a Jair Bolsonaro. Ele também declarou ser integrante da equipe de segurança vinculada ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Militar diz que arma passava por reparo

Em depoimento, Estácio afirmou que havia retirado a arma para realizar um reparo mecânico após identificar uma falha no funcionamento do equipamento.

De acordo com sua versão, o problema estaria relacionado ao percussor da arma e o conserto seria simples. O militar informou ainda que retirou o armamento na segunda-feira e pretendia devolvê-lo ao ex-presidente nesta terça-feira (16), após a conclusão da manutenção.

Apesar de possuir porte legal de arma, a situação chamou a atenção dos policiais porque o armamento estava registrado em nome de outra pessoa. Por esse motivo, a arma foi apreendida para análise e o caso encaminhado à Polícia Civil.

O Gabinete de Segurança Institucional informou que não realiza a segurança direta de ex-presidentes da República. Segundo o órgão, sua atuação se limita à capacitação e avaliação de servidores e motoristas que integram as equipes responsáveis pela proteção dessas autoridades.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar

Jair Bolsonaro está em prisão domiciliar desde este ano. O ex-presidente foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 27 anos e três meses de prisão por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado, organização criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano ao patrimônio público e deterioração de patrimônio tombado.

Inicialmente, Bolsonaro cumpriu pena em uma unidade da Polícia Federal e depois foi transferido para uma Sala de Estado-Maior da Polícia Militar do Distrito Federal.

A prisão domiciliar foi concedida após problemas de saúde. Em março, o ex-presidente foi internado com um quadro de broncopneumonia aspirativa. A defesa alegou necessidade de acompanhamento médico constante e conseguiu autorização para que ele cumprisse a pena em casa.

A decisão do ministro Alexandre de Moraes determinou monitoramento por tornozeleira eletrônica e impôs restrições, como a proibição do uso de telefone celular e de qualquer meio de comunicação externa. O descumprimento das medidas pode resultar na revogação do benefício e no retorno ao regime fechado.