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Prévia do PIB sobe 0,51% e indica economia ainda aquecida

Prévia do PIB divulgada pelo Banco Central ficou abaixo da expectativa do mercado, mas mostrou crescimento em todos os setores da economia

Lavínia Dornellas
Por: Lavínia Dornellas
17/06/2026 às 13h21
Prévia do PIB sobe 0,51% e indica economia ainda aquecida
Foto: Reprodução

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), registrou alta de 0,51% em abril na comparação com março, já descontados os efeitos sazonais. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (17) pelo Banco Central.

Apesar do resultado ter ficado abaixo da expectativa do mercado, que projetava crescimento de 0,60%, o indicador mostrou que a economia brasileira continua em trajetória de expansão no início do segundo trimestre de 2026.

Em março, o IBC-Br havia apresentado retração de 0,18%, resultado revisado pelo Banco Central.

Crescimento foi generalizado entre os setores

Os dados mostram avanço em todos os segmentos monitorados pelo indicador.

A indústria registrou crescimento de 0,36% em abril, enquanto o setor de serviços avançou 0,27%. A agropecuária também apresentou resultado positivo, com alta de 0,04%, após queda registrada no mês anterior.

O índice que exclui os efeitos da agropecuária teve crescimento de 0,37%, enquanto o indicador de impostos avançou 0,26%.

Na comparação com abril de 2025, o IBC-Br cresceu 0,92%. O desempenho foi puxado principalmente pelos serviços e pela indústria, que registraram altas de 1,20% e 1,28%, respectivamente.

Consumo e mercado de trabalho sustentam atividade

Para analistas, o resultado reforça a percepção de que a economia segue aquecida, mesmo em um cenário de juros elevados.

Segundo o economista Rafael Perez, da Suno Research, o avanço continua sendo sustentado pela recuperação do consumo das famílias, pelo mercado de trabalho aquecido e pelas medidas de estímulo adotadas pelo governo nos últimos meses.

Ele destaca que os serviços seguem beneficiados pelo aumento da renda e do consumo, enquanto a indústria encontra apoio no setor de petróleo e gás, compensando a desaceleração observada em parte da indústria de transformação.

Apesar do desempenho positivo, especialistas alertam que os efeitos da política monetária restritiva devem ganhar força ao longo do segundo semestre. A expectativa é de uma desaceleração gradual da atividade econômica nos próximos meses.

A Suno Research projeta crescimento de aproximadamente 0,6% para o PIB do segundo trimestre e expansão próxima de 2% para a economia brasileira em 2026.

Já a Terra Investimentos avalia que o resultado confirma o aquecimento da atividade econômica, embora tenha ficado abaixo da projeção da corretora, que esperava alta de 0,8% no período.

O desempenho do IBC-Br também reforça a expectativa de que o Banco Central mantenha cautela em relação aos juros, já que uma economia mais resistente dificulta o processo de desaceleração da inflação e reduz o espaço para cortes na taxa básica no curto prazo.

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