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Arroba do boi gordo recua com queda nas exportações
Esgotamento antecipado da cota chinesa pressiona preços e leva frigoríficos a reduzir o ritmo de abates no país.
18/06/2026 08h46
Por: Redação
Foto: Reprodução

Preço do boi gordo cai mesmo com dificuldade para formar escalas de abate

O mercado do boi gordo registrou nova queda nos preços nesta quarta-feira (17), mesmo diante das dificuldades enfrentadas pelos frigoríficos para completar as escalas de abate. A principal pressão vem do mercado externo, especialmente da China, principal compradora da carne bovina brasileira.

Segundo analistas do setor, a cota de exportação destinada ao mercado chinês deve se esgotar entre junho e julho, reduzindo temporariamente o volume de embarques brasileiros e afetando diretamente a demanda da indústria frigorífica.

China reduz ritmo de compras e afeta mercado

De acordo com Fernando Henrique Iglesias, analista da Safras & Mercado, a perspectiva de interrupção parcial das exportações para a China está levando os frigoríficos a reavaliar suas operações.

Com menos espaço para vender carne ao principal parceiro comercial do setor, as indústrias tendem a reduzir o número de animais abatidos por dia, aumentar a capacidade ociosa das plantas e até diminuir turnos de trabalho.

Esse movimento tem pressionado os pecuaristas, mesmo em um cenário de oferta mais ajustada.

As médias da arroba apresentaram queda nos principais estados produtores:

Consumo interno pode ajudar recuperação

No mercado atacadista, os preços permaneceram estáveis ao longo do dia, mas existe expectativa de melhora na demanda nas próximas semanas.

O setor aposta no aumento do consumo durante o mês de junho, impulsionado por eventos esportivos e reuniões familiares, o que pode favorecer a comercialização da carne bovina.

Apesar disso, a proteína bovina continua enfrentando forte concorrência da carne de frango, considerada mais acessível para o consumidor.

No atacado, os preços permaneceram nos seguintes patamares:

Dólar fecha em alta

O mercado cambial também influenciou os negócios do setor. O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,39%, cotado a R$ 5,1095 para venda.

Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,0520 e R$ 5,1215.

A valorização do dólar costuma favorecer as exportações brasileiras, mas, neste momento, o principal desafio do setor segue sendo a limitação das vendas para a China, que reduz o apetite da indústria frigorífica e pressiona os preços do boi gordo no mercado interno.