Uma área de um ferro-velho em Anápolis, na região central de Goiás, foi isolada nesta quinta-feira (18) após a descoberta de equipamentos militares antigos equipados com aparelhos de raio-x. A suspeita inicial era de que os dispositivos pudessem emitir radiação e representar risco à população.
Segundo a Prefeitura de Anápolis, quatro caixas contendo equipamentos da década de 1960 foram encontradas no local após uma denúncia anônima. A ocorrência mobilizou equipes da Vigilância Sanitária, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente.
Diante da suspeita de contaminação radioativa, técnicos da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) foram acionados para realizar medições no local.
Após a inspeção, a equipe confirmou que não foram detectados sinais de radiação gama nos equipamentos, descartando riscos imediatos para trabalhadores e moradores da região.
A vistoria foi acompanhada pelo prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa (PL), que divulgou informações sobre a ocorrência nas redes sociais.
De acordo com informações repassadas aos fiscais sanitários, os equipamentos chegaram ao ferro-velho há cerca de dez anos. Eles teriam sido adquiridos em um lote arrematado em uma licitação realizada em Brasília.
A suspeita é de que os aparelhos sejam de fabricação norte-americana e tenham sido produzidos para uso militar. Servidores que participaram da inspeção relataram que o material teria sido destinado originalmente ao Vietnã, país que viveu um longo conflito com os Estados Unidos entre 1955 e 1973.
Apesar da ausência de radiação detectada, os equipamentos continuarão sob monitoramento das autoridades. Após a conclusão dos procedimentos técnicos, a Vigilância Sanitária de Anápolis ficará responsável pelo descarte adequado do material.
O caso chamou atenção por lembrar episódios envolvendo materiais radioativos abandonados, como o acidente com o Césio-137 em Goiânia, em 1987. No entanto, segundo a CNEN, não há qualquer indício de contaminação relacionada aos equipamentos encontrados em Anápolis.