Geral Cidades
Falso médico é preso suspeito de realizar procedimentos estéticos e vender cursos irregulares em Goiás
Suspeito é investigado por exercício ilegal da medicina, lesão corporal grave e venda de cursos estéticos sem autorização
19/06/2026 15h44
Por: Lavínia Dornellas
Foto: Reprodução

A Polícia Civil de Goiás prendeu Sebastião Rodrigues da Silva Júnior, suspeito de se passar por médico, realizar procedimentos estéticos invasivos e oferecer cursos sem autorização dos órgãos competentes. A prisão ocorreu em Guarulhos, São Paulo, com apoio da Polícia Federal, quando ele tentava embarcar para o Paraná.

Segundo as investigações, o suspeito é enfermeiro de formação e teve o registro profissional cassado em 2025. Ele é investigado pelos crimes de exercício ilegal da medicina e lesão corporal grave.

Investigação aponta lesão em paciente e atuação irregular

De acordo com a Polícia Civil, Sebastião se apresentava como médico formado no exterior e mantinha uma clínica em Foz do Iguaçu, no Paraná. Ele também estaria envolvido em um caso de lesão corporal grave contra uma paciente atendida em Goiânia.

As investigações apontam ainda que o suspeito promovia procedimentos estéticos considerados invasivos, incluindo harmonização de seios e glúteos, atividades que exigem habilitação específica e fiscalização dos órgãos competentes.

A polícia informou que a divulgação da identidade do investigado foi autorizada pela Justiça para facilitar a localização de possíveis vítimas e testemunhas que possam colaborar com as apurações.

Cursos custavam até R$ 13 mil

Além dos atendimentos estéticos, Sebastião utilizava as redes sociais para divulgar cursos de formação na área da estética. Com mais de 200 mil seguidores, ele anunciava treinamentos chamados de “residências” e prometia capacitação em diferentes especialidades.

Segundo a Polícia Civil, os cursos chegavam a custar cerca de R$ 13 mil por aluno. Uma nova turma estava programada para acontecer em Goiânia nos dias 27 e 28 de junho.

Nas publicações, o investigado se apresentava como biomédico esteta e afirmava ser pioneiro em técnicas de harmonização de glúteos e seios. Os anúncios prometiam aulas de farmacologia aplicada, condução de casos, leitura de tecidos, estratégias de resultado, prática presencial e certificação ao final do treinamento.

Até a manhã desta sexta-feira (19), os perfis e materiais de divulgação dos cursos permaneciam disponíveis nas redes sociais.

O Conselho Regional de Enfermagem de Goiás (Coren-GO) e o Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego) ainda não haviam se manifestado sobre o caso. A defesa do suspeito não foi localizada.