Campo Boi Gordo
Frigoríficos reduzem abates com pausa da China nas compras de carne bovina
Mercado do boi gordo segue com poucos negócios e pressão sobre preços enquanto exportadores ajustam a produção.
23/06/2026 09h23
Por: Lavínia Dornellas
Foto: Reprodução

O mercado físico do boi gordo começou a semana com movimentação reduzida e tentativas de compra abaixo dos preços de referência em diversas regiões do país.

Segundo a consultoria Safras & Mercado, os frigoríficos exportadores estão ajustando a capacidade de abate diante da ausência temporária da China nas compras de carne bovina brasileira. Com o esgotamento antecipado das cotas de exportação, a estratégia adotada pelas indústrias tem sido reduzir o ritmo dos abates.

O cenário é mais evidente em estados como Goiás e Minas Gerais, onde as escalas de abate estão mais confortáveis para as empresas.

Em Goiás, a arroba do boi gordo foi cotada em média a R$ 321,07. Em Minas Gerais, o valor ficou em R$ 321,12. Já em São Paulo, principal referência nacional, a arroba foi negociada a R$ 345,52.

No Mato Grosso do Sul, a cotação média atingiu R$ 340,77 por arroba, enquanto no Mato Grosso chegou a R$ 340,81.

No mercado atacadista, os preços permaneceram estáveis. A expectativa do setor é de uma melhora gradual no consumo ao longo dos próximos dias, impulsionada pelas festas de junho e pelos jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo.

Mesmo assim, a carne bovina segue enfrentando forte concorrência de proteínas mais baratas, principalmente a carne de frango, que vem ganhando espaço entre os consumidores.

Os cortes permaneceram sem alterações. O quarto traseiro foi cotado a R$ 27 o quilo, o dianteiro a R$ 21,50 e a ponta de agulha a R$ 20.

Outro fator acompanhado pelo setor é o câmbio. O dólar comercial encerrou o dia em queda de 0,61%, cotado a R$ 5,14. A valorização do real tende a reduzir a competitividade das exportações brasileiras, aumentando a atenção dos frigoríficos ao comportamento do mercado externo nas próximas semanas.