Os mercados internacionais de grãos começaram o dia com movimentações distintas entre os principais contratos negociados em Chicago. A soja registrou leve alta, o milho operou próximo da estabilidade e o trigo apresentou perdas, refletindo diferentes fatores ligados à oferta, demanda e ao cenário macroeconômico.
Na soja, os contratos futuros avançaram impulsionados pelo ritmo forte de esmagamento nos Estados Unidos e pela demanda ligada à produção de biocombustíveis. O contrato para julho de 2026 subia 3 pontos, negociado a US$ 11,11 por bushel. No mercado físico brasileiro, a saca foi indicada a R$ 126,61 no interior do Paraná e a R$ 134,35 no porto de Paranaguá.
O milho apresentou comportamento mais cauteloso. Enquanto alguns vencimentos registravam pequenas altas, outros operavam em queda. O mercado acompanha o avanço da safrinha brasileira, as boas condições das lavouras norte-americanas e a falta de definição sobre políticas relacionadas aos combustíveis nos Estados Unidos. A desvalorização do real também favorece a competitividade do milho brasileiro no mercado externo.
Já o trigo segue pressionado pelo avanço da colheita no Hemisfério Norte e pela oferta global mais confortável. O contrato para julho de 2026 recuava para US$ 5,85 por bushel. No mercado interno, a tonelada era cotada em R$ 1.362,59 no Paraná, enquanto no Rio Grande do Sul permanecia próxima de R$ 1.326.
Além dos fundamentos específicos de cada cultura, investidores monitoram o comportamento do dólar e do petróleo. O dólar futuro era negociado acima de R$ 5,20, enquanto o petróleo Brent registrava queda, influenciando diretamente os mercados agrícolas e de biocombustíveis.
Sem um fator dominante neste momento, o mercado segue atento às condições climáticas, ao ritmo da safra nos principais produtores globais e às perspectivas de demanda para os próximos meses.