
O número de mortos nos terremotos que atingiram a Venezuela na última quarta-feira (24) subiu para 589, segundo balanço divulgado nesta sexta-feira (26) pelo Ministério da Saúde do país. Além das vítimas fatais, quase 3 mil pessoas ficaram feridas.
As autoridades ainda não divulgaram um número oficial de desaparecidos. No entanto, plataformas organizadas pela sociedade civil para auxiliar nos trabalhos de resgate estimam que entre 30 mil e 40 mil pessoas continuam com paradeiro desconhecido.
Os terremotos tiveram epicentro no estado de Yaracuy. O primeiro abalo registrou magnitude 7,2 e, apenas 39 segundos depois, um segundo tremor de magnitude 7,5 atingiu a mesma região.
As áreas mais afetadas foram o estado de La Guaira e a capital Caracas, onde prédios, casas e estruturas públicas sofreram danos significativos.
Na quinta-feira (25), um novo tremor de magnitude 5 foi registrado no país. Segundo o governo venezuelano, o abalo não provocou novos danos relevantes.
Em nota, o Itamaraty informou que presta assistência consular aos familiares das vítimas, mas não divulgou suas identidades.
Diversos países anunciaram apoio humanitário à Venezuela após a tragédia.
Os Estados Unidos confirmaram o envio de um pacote de US$ 150 milhões, cerca de R$ 825 milhões, destinado às ações de socorro e assistência às vítimas.
Além dos norte-americanos, pelo menos outros 20 países ofereceram ajuda ao governo venezuelano, entre eles Brasil, México, França, Espanha, Alemanha, Suíça, Holanda, Cuba, Equador, República Dominicana, El Salvador e Ucrânia.
Enquanto a ajuda internacional começa a chegar, equipes de resgate seguem mobilizadas na busca por sobreviventes sob os escombros, em uma das maiores tragédias naturais registradas na história recente da Venezuela.