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Ministros do Mercosul iniciam reunião no Paraguai
Encontro prepara agenda da 68ª Cúpula do Mercosul, que reúne chefes de Estado nesta terça-feira com a presença de Lula
29/06/2026 18h21
Por: Redação
Foto: Reprodução

Os ministros das Relações Exteriores dos países que integram o Mercosul iniciaram, nesta segunda-feira (29), a Reunião Ordinária do Conselho do Mercado Comum (CMC), em Assunção, no Paraguai. O encontro antecede a 68ª Cúpula de Chefes de Estado do bloco, marcada para esta terça-feira (30), quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e outros líderes sul-americanos se reúnem para discutir temas econômicos, políticos e de integração regional.

A abertura da reunião foi conduzida pelo ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Rubén Lezcano, que destacou a importância do diálogo entre os países-membros para fortalecer o processo de integração regional. O Brasil é representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

Em seu discurso, Lezcano afirmou que o encontro permitirá avaliar os avanços obtidos durante a presidência paraguaia do Mercosul, além de discutir novas medidas voltadas ao fortalecimento do bloco.

Durante o fim de semana, técnicos dos países-membros concluíram reuniões preparatórias que avançaram em temas como comércio regional, modernização dos controles de fronteira, integração digital e facilitação das relações econômicas. A expectativa é que novos acordos sejam assinados ainda nesta segunda-feira.

Chefes de Estado se reúnem nesta terça-feira

A programação continua na terça-feira com a realização da 68ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul e dos países associados. Estão previstas as presenças dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil), Javier Milei (Argentina), Rodrigo Paz (Bolívia), Yamandú Orsi (Uruguai), José Antonio Kast (Chile), Daniel Noboa (Equador) e do presidente paraguaio Santiago Peña, anfitrião do encontro.

Entre os principais temas da agenda estão o fortalecimento do comércio entre os países do bloco, o avanço das negociações de acordos comerciais internacionais, a ampliação da integração regional e a cooperação em áreas estratégicas.

A situação humanitária na Venezuela também deve ganhar espaço nas discussões. Os líderes deverão manifestar solidariedade ao país após os terremotos que atingiram a região norte venezuelana na última semana, provocando milhares de vítimas e grande destruição.

O encontro acontece em um momento de mudanças no cenário político sul-americano, com o crescimento de governos de direita em diversos países da região após os recentes resultados eleitorais na Colômbia e no Peru, fator que também deve influenciar os debates entre os chefes de Estado.