
O mercado brasileiro de soja encerrou o último dia de junho com preços mistos nas principais regiões produtoras. A terça-feira (30) foi marcada por forte volatilidade, com pressão nas cotações durante a manhã e recuperação parcial ao longo da tarde, impulsionada pela valorização em Chicago, fortalecimento dos prêmios de exportação e comportamento mais favorável do dólar.
No início do dia, os preços foram pressionados pela queda de cerca de 3% no óleo de soja e pela divulgação do relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que apontou aumento da área plantada para a safra 2026/27. Apesar disso, a expectativa de maior demanda no segundo semestre contribuiu para reduzir as perdas ao longo da sessão.
Mesmo com a reação, o ritmo de negociações permaneceu fraco, com poucos negócios registrados no mercado físico.
Entre as principais praças, Passo Fundo (RS) subiu de R$ 128 para R$ 129 por saca, Santa Rosa (RS) passou de R$ 129 para R$ 130, Rio Verde (GO) avançou de R$ 115 para R$ 116 e Rondonópolis (MT) de R$ 114 para R$ 115. Já Cascavel (PR), Dourados (MS) e Paranaguá (PR) mantiveram as cotações estáveis.
O USDA informou que a área plantada de soja nos Estados Unidos deverá alcançar 85,4 milhões de acres na safra 2026/27, crescimento de 5% em relação ao ciclo anterior. O número ficou em linha com a expectativa do mercado, mas acima da estimativa divulgada em março.
O relatório também mostrou que os estoques trimestrais de soja nos Estados Unidos somavam 1,06 bilhão de bushels em 1º de junho, volume 5% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.
Em Chicago, os contratos futuros da soja fecharam em alta, acompanhando principalmente o avanço das cotações do milho. O contrato para julho encerrou o dia cotado a US$ 11,16 por bushel, com valorização de 0,72%.
No mercado de câmbio, o dólar comercial encerrou a terça-feira em queda de 0,17%, cotado a R$ 5,1632 para venda.
Apesar do recuo diário, a moeda norte-americana acumulou alta de 2,3% em junho. No trimestre, houve queda de 0,32% e, no acumulado do primeiro semestre, o dólar registra desvalorização de 5,9% frente ao real.