A Corte de Apelação de Roma determinou, nesta quarta-feira (1º), o reinício do processo de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli. A decisão atende a um pedido da defesa para que o procedimento fosse reavaliado e faz com que o caso volte a tramitar na Justiça italiana.
Com a reabertura do processo, serão estabelecidos novos prazos para audiências e manifestações tanto do governo brasileiro quanto dos advogados da ex-parlamentar antes de uma nova decisão sobre a extradição.
O pedido apresentado pelo Brasil busca que Zambelli cumpra, em território brasileiro, a pena de cinco anos e três meses de prisão imposta pela Justiça por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo.
A condenação está relacionada ao episódio ocorrido na véspera do segundo turno das eleições de 2022, quando Carla Zambelli perseguiu um homem pelas ruas do bairro Jardins, em São Paulo, com uma arma em punho.
Segundo a decisão da Justiça brasileira, a então deputada cometeu os crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal mediante o uso da arma durante a perseguição.
Desde maio deste ano, Zambelli responde ao processo de extradição em liberdade, em Roma. Antes disso, ela permaneceu presa por quase um ano na penitenciária feminina de Rebibbia, nos arredores da capital italiana.
O processo atualmente em análise trata exclusivamente da condenação relacionada ao episódio envolvendo a arma de fogo.
Em maio, a Corte Suprema de Cassação da Itália rejeitou um outro pedido de extradição apresentado pelo governo brasileiro, referente à condenação de Zambelli a dez anos de prisão pela invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Com a decisão desta quarta-feira, a Justiça italiana retomará a análise do novo pedido antes de decidir se autoriza ou não o retorno da ex-deputada ao Brasil para cumprimento da pena.