A China foi o país que mais se beneficiou do fechamento do Estreito de Ormuz, segundo relatório divulgado pela consultoria estratégica The Asia Group, sediada em Washington. A avaliação é de que a interrupção do fluxo de petróleo e outras commodities do Oriente Médio afetou as economias asiáticas de forma desigual, mas Pequim conseguiu minimizar os impactos graças à sua estratégia de segurança energética.
De acordo com o estudo, a capacidade chinesa de diversificar fornecedores de energia e utilizar reservas estratégicas permitiu ao país enfrentar a crise com mais estabilidade do que outros grandes importadores de petróleo.
A consultoria também destaca que a China ajudou a reduzir parte dos impactos da alta do petróleo no mercado global e ampliou as exportações de tecnologias voltadas para energia limpa durante o período.
Segundo a The Asia Group, Pequim também aproveitou o cenário para reforçar sua imagem internacional, apresentando-se como um parceiro mais estável diante dos conflitos no Oriente Médio.
O relatório afirma que a liderança chinesa utiliza a crise como exemplo da importância da autossuficiência industrial e da diversificação econômica, fortalecendo sua posição geopolítica em relação aos Estados Unidos.
Mesmo assim, a avaliação é de que a economia chinesa permanece em posição favorável para enfrentar um período de maior volatilidade global, classificando o cenário como um desafio administrável, e não uma crise para o país.