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PF investiga movimentação de R$ 7,6 bilhões em postos de gasolina
Sexta fase da Operação Unha e Carne investiga suposta lavagem de dinheiro por meio de rede de postos de combustíveis e apura ligação de agentes públicos com o crime organizado
07/07/2026 15h08
Por: Lavínia Dornellas
Imagem: Reprodução

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (7), a sexta fase da Operação Unha e Carne, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo uma rede de postos de combustíveis no Rio de Janeiro. Segundo as investigações, o grupo teria movimentado cerca de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos.

Márcio Canella e Marcus Amim — Foto: Reprodução

 

Entre os alvos estão o ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado, Márcio Canella (União Brasil), e o ex-secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro, delegado Marcus Amim. Também são investigados policiais civis da ativa, empresários e o ex-policial militar e miliciano Juracy Alves Prudêncio, conhecido como Jura.

Ao todo, a PF cumpre 19 mandados de busca e apreensão em Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Resende e na capital fluminense. Durante a operação, foram apreendidos armas, joias, dinheiro em espécie e veículos de luxo. A Justiça também determinou o bloqueio de bens e a suspensão das atividades econômicas de empresas ligadas aos investigados.

Investigação começou após alerta do Coaf

A investigação teve início a partir de um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que identificou movimentações financeiras consideradas atípicas no valor de R$ 7,6 bilhões.

Segundo a Polícia Federal, os investigados poderão responder por organização criminosa, lavagem de dinheiro, contratação direta ilegal e outros crimes que venham a ser identificados ao longo das apurações.

A Operação Unha e Carne começou em dezembro de 2025 para investigar o vazamento de informações sigilosas sobre operações policiais contra o Comando Vermelho. Com o avanço das investigações, a PF passou a apurar possíveis conexões entre agentes públicos, organizações criminosas e esquemas de lavagem de dinheiro.

Nesta nova fase, também veio à tona que a ex-vereadora Rogéria Bolsonaro, mãe do senador Flávio Bolsonaro (PL), foi anunciada como primeira suplente na chapa de Márcio Canella ao Senado.

Até o momento, não há indicação de que ela seja alvo da investigação. As defesas dos investigados ainda não haviam se manifestado sobre as acusações até a última atualização do caso.