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PF faz buscas por armas na casa de Bolsonaro após decisão de Moraes

Mandado autorizava apreensão de armas, munições e documentos de registro; defesa afirma que nenhum armamento foi localizado durante a operação.

Redação
Por: Redação
08/07/2026 às 09h56
PF faz buscas por armas na casa de Bolsonaro após decisão de Moraes
Imagem: Reprodução

A Polícia Federal (PF) realizou, na manhã desta quarta-feira (8), uma operação na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília, para verificar a existência de armas de fogo registradas em seu nome. A ação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), diante de divergências identificadas entre os armamentos registrados e aqueles efetivamente entregues à Justiça.

Segundo a defesa de Bolsonaro, os agentes cumpriram mandado de busca e apreensão que previa a localização de armas, munições, acessórios e documentos de registro. Os advogados afirmaram que nenhum dos itens foi encontrado durante a diligência. A Polícia Federal confirmou a realização da operação, mas não divulgou detalhes sobre o resultado das buscas.

A residência do ex-presidente, localizada no bairro Jardim Botânico, foi alvo da operação, que durou menos de uma hora, de acordo com investigadores.

Divergências motivaram a operação

Na decisão que autorizou as buscas, Alexandre de Moraes afirmou que havia inconsistências nas informações prestadas sobre o paradeiro das armas vinculadas ao ex-presidente. Para o ministro, a possibilidade de Bolsonaro ainda manter armamentos sob sua posse é incompatível com o cumprimento da prisão domiciliar humanitária.

Moraes classificou a busca e apreensão como uma medida necessária para garantir o cumprimento integral da determinação judicial de entrega de todas as armas de fogo registradas em nome de Bolsonaro.

A decisão também cita que o objetivo da operação era eliminar qualquer dúvida sobre a permanência de armamentos sob posse direta ou indireta do ex-presidente.

Entrega de armas

No último dia 3 de julho, Moraes prorrogou a prisão domiciliar humanitária de Bolsonaro e determinou a revogação do Certificado de Registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC), além da apreensão de todas as armas vinculadas ao ex-presidente.

Na ocasião, a defesa informou ao STF que, das dez armas mencionadas na decisão judicial, duas já haviam sido entregues à Polícia Federal em 2023 por determinação do Tribunal de Contas da União (TCU), enquanto outras oito estariam sob guarda do Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília.

Posteriormente, o próprio Exército informou ao Supremo que apenas seis dessas oito armas estavam sob sua custódia, indicando a ausência de duas armas que haviam sido mencionadas pela defesa. A divergência levou Moraes a autorizar a nova operação desta quarta-feira para esclarecer o paradeiro dos armamentos restantes.

Bolsonaro cumpre atualmente pena de 27 anos e 3 meses de prisão, em regime de prisão domiciliar humanitária, concedida em março deste ano em razão do tratamento de saúde após um quadro de broncopneumonia bacteriana.

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