Mineradora firma acordo de R$ 11 milhões por contaminação ambiental em Catalão
Acordo entre MPGO e CMOC Brasil prevê compensação financeira, recuperação da área afetada e monitoramento ambiental após vazamento de produtos químicos.
Por: Redação
09/07/2026 às 11h07
Imagem: Reprodução
Uma mineradora terá que destinar R$ 11 milhões para reparar e compensar danos ambientais causados pela contaminação do solo, do lençol freático e de cursos d'água em Catalão, no sudeste de Goiás. Os recursos foram assegurados por meio de dois acordos homologados pela Justiça entre o Ministério Público de Goiás (MPGO) e a CMOC Brasil, que também assumiu uma série de obrigações para recuperar a área impactada.
As investigações começaram após denúncias de vazamento de elementos químicos em tanques do terminal rodoferroviário da empresa, entre o fim de 2020 e o início de 2021. Laudos técnicos confirmaram que os níveis de substâncias tóxicas encontrados no solo, no lençol freático e em rios da região ultrapassavam os limites estabelecidos pela legislação ambiental.
Recursos serão destinados ao meio ambiente e entidades sociais
O valor de R$ 11 milhões é resultado de duas frentes jurídicas conduzidas pelo Ministério Público. Na esfera criminal, foi firmado um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP), que garantiu o pagamento de R$ 5 milhões. Já na esfera cível, uma Ação Civil Pública (ACP) resultou em outros R$ 6 milhões destinados à reparação dos danos.
Os recursos serão distribuídos da seguinte forma:
R$ 5 milhões para o Fundo Municipal de Meio Ambiente de Catalão;
R$ 5 milhões para o Fundo Estadual de Meio Ambiente de Goiás (Fema);
R$ 1 milhão será dividido entre o Fundo Municipal da Infância de Catalão, a Santa Casa de Misericórdia, o Asilo São Vicente de Paulo e o Abrigo Antero da Costa Carvalho.
Empresa terá de recuperar área e monitorar a qualidade da água
Além da compensação financeira, a CMOC Brasil deverá cumprir uma série de medidas ambientais determinadas nos acordos.
Entre as obrigações estão a conclusão do diagnóstico do passivo ambiental, o mapeamento dos riscos à saúde da população e o monitoramento semestral da qualidade das águas subterrâneas e superficiais da região.
A mineradora também terá que executar medidas de recuperação sempre que forem identificados novos riscos ambientais e ficará proibida de lançar efluentes fora dos padrões estabelecidos pela legislação ambiental vigente.
Segundo o Ministério Público, as medidas buscam garantir a recuperação da área afetada e prevenir novos episódios de contaminação ambiental no município.
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