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Anvisa atualiza regra e determina vacinas contra Covid adaptadas às novas variantes
Imunizantes deverão ser atualizados para acompanhar as linhagens mais recentes do coronavírus; vacinas antigas ainda poderão ser utilizadas por até nove meses
10/07/2026 18h12 Atualizada há 2 meses
Por: Lavínia Dornellas
Foto: Reprodução

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou novas regras para a composição das vacinas contra a Covid-19 utilizadas no Brasil. A medida determina que os próximos imunizantes sejam atualizados para acompanhar as variantes mais recentes do coronavírus, garantindo uma resposta imunológica mais eficaz contra as linhagens atualmente em circulação.

A instrução normativa foi publicada no Diário Oficial da União e estabelece que as vacinas passem a ser monovalentes, ou seja, direcionadas a uma única linhagem do vírus. A nova composição deverá ter como referência a variante LP.8.1 ou antígenos derivados da linhagem JN.1, como XFG e NB.1.8.1.

As vacinas produzidas com formulações anteriores não precisarão ser descartadas imediatamente. Segundo a Anvisa, esses imunizantes poderão continuar sendo utilizados por até nove meses após a aprovação da atualização, salvo se houver nova determinação da agência.

Atualização acompanha a evolução do vírus

A Anvisa explica que a medida acompanha a evolução natural do SARS-CoV-2, que sofre mutações ao longo do tempo e pode originar variantes capazes de reduzir parcialmente a proteção conferida por vacinas desenvolvidas para cepas anteriores.

A atualização da composição busca aproximar os imunizantes das variantes predominantes, tornando a resposta do sistema imunológico mais direcionada. A agência ressalta, porém, que isso não significa que as vacinas antigas deixaram de ser eficazes, mas que as versões atualizadas oferecem melhor proteção contra os vírus atualmente em circulação.

Fabricantes terão de adequar os imunizantes

As empresas responsáveis pelas vacinas deverão apresentar à Anvisa pedidos específicos para atualização das fórmulas. O processo inclui informações sobre fabricação, controle de qualidade, estudos laboratoriais e, quando necessário, dados de segurança e eficácia.

Segundo a agência, a análise levará em consideração o histórico de uso de cada vacina, tanto nos esquemas iniciais de imunização quanto nas doses de reforço.

Com a publicação da nova norma, a Anvisa substitui a orientação anterior sobre a composição das vacinas contra a Covid-19 e estabelece o padrão que deverá orientar os próximos imunizantes disponibilizados no Brasil.