
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem a maior rejeição entre os pré-candidatos à Presidência avaliados pela pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15). Segundo o levantamento, 57% dos entrevistados afirmam conhecer o senador, mas dizem que não votariam nele. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 50%.
Em relação à pesquisa anterior, Flávio oscilou um ponto, de 56% para 57%. Já a rejeição a Lula caiu três pontos, passando de 53% em junho para 50% no levantamento atual.
A pesquisa ouviu 2.004 eleitores presencialmente entre 10 e 13 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) aparece na sequência, com 34% dos entrevistados afirmando que não votariam nele. Em junho, o índice era de 32%.
Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais, registra 31% de rejeição. Cabo Daciolo (Mobiliza) tem 27%, enquanto Joaquim Barbosa (DC) aparece com 18%.
Renan Santos (Missão) registra 17% e Augusto Cury (Avante), 16%. Samara Martins (UP) tem 11%. Edmilson Costa (PCB) e Heró Bezerra (PRTB) aparecem com 10% cada, enquanto Hertz Dias (PSTU) registra 8%.
A Quaest também perguntou aos eleitores sobre o desentendimento público entre Flávio Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Entre os entrevistados, 42% afirmaram concordar mais com Michelle, enquanto 18% disseram estar mais alinhados com Flávio. Outros 22% não concordam com nenhum dos dois e 3% concordam parcialmente com ambos. Os que não souberam ou não responderam representam 15%.
Apesar da repercussão política, 51% dos entrevistados disseram não ter tomado conhecimento do conflito. Outros 49% afirmaram saber do episódio.
Sobre a decisão de Michelle de divulgar vídeos relatando o desentendimento, 45% consideram que ela agiu corretamente e 38% avaliam que a ex-primeira-dama errou.
Para 34% dos entrevistados, a exposição pública do atrito estaria ligada a um possível interesse de Michelle em disputar a Presidência no lugar de Flávio. Outros 25% acreditam que a motivação foi a oposição da ex-primeira-dama a determinadas alianças políticas.
Já 16% entendem que Michelle publicou os vídeos para responder aos ataques e desrespeitos que afirma ter sofrido. Outros 4% apontam uma combinação desses fatores.
O conflito ganhou repercussão após Michelle relatar ter sido tratada de forma ríspida pelo senador durante uma conversa sobre decisões políticas do PL. Flávio negou ter tido a intenção de ofendê-la e pediu desculpas publicamente.
Dias depois, Michelle deixou a presidência do PL Mulher e informou que passaria a dedicar mais tempo aos cuidados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O levantamento foi contratado pelo Banco Genial e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07181/2026.