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Estudo da Fieg aponta impacto menor do tarifaço dos EUA em Goiás
Entidade avalia que isenção para carnes e soja reduz efeitos sobre as exportações goianas e destaca potencial de investimentos em minerais críticos
17/07/2026 16h33
Por: Lavínia Dornellas
Foto: Reprodução

As novas tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros devem afetar Goiás com menor intensidade do que a média nacional. A avaliação é da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), que divulgou uma Nota Técnica nesta quinta-feira (16) analisando os possíveis impactos da medida sobre a economia do estado.

Segundo o estudo, embora os Estados Unidos sejam um dos principais destinos das exportações goianas, produtos como carnes e soja — que têm peso significativo na pauta comercial de Goiás — ficaram de fora da nova tarifa.

De acordo com a Fieg, a exclusão desses produtos reduz os efeitos diretos do tarifaço e faz com que a expectativa seja de desaceleração no crescimento das exportações, e não de uma queda acentuada.

A projeção é que Goiás mantenha um volume próximo da média atual de embarques para os Estados Unidos, estimada em cerca de US$ 80 milhões por mês.

Cenário nacional é mais desafiador

Para o Brasil, a perspectiva é menos favorável. A Nota Técnica estima uma redução entre 10% e 15% nas exportações brasileiras para o mercado norte-americano, o que representa aproximadamente US$ 360 milhões por mês, ou cerca de US$ 4,3 bilhões por ano.

O levantamento também relembra o primeiro pacote de tarifas aplicado pelos Estados Unidos em 2025. Na ocasião, as exportações brasileiras para o país caíram cerca de 22%, enquanto Goiás registrou redução média de apenas 3%, recuperando o ritmo de crescimento após a suspensão das medidas.

Minerais críticos podem atrair investimentos

Além dos impactos imediatos das tarifas, a Fieg destaca que as negociações entre Brasil e Estados Unidos envolvem temas estratégicos, como comércio digital, tributação, Pix e o fornecimento de minerais críticos e terras raras.

Segundo a entidade, o potencial de Goiás na produção desses minerais pode favorecer futuras parcerias e investimentos norte-americanos, caso as negociações avancem. Ainda assim, o estudo recomenda cautela diante das constantes mudanças na política comercial dos Estados Unidos.