
A Rússia negou nesta sexta-feira (17) as acusações de que tenta interferir nas eleições dos Estados Unidos. A reação ocorreu após o presidente norte-americano, Donald Trump, voltar a citar o país ao anunciar a divulgação de documentos sobre supostas vulnerabilidades no sistema eleitoral americano.
Em discurso na quinta-feira (16), Trump afirmou que avaliações da comunidade de inteligência dos Estados Unidos apontam que países como Rússia, China, Irã e Coreia do Norte possuem capacidade para comprometer a infraestrutura eleitoral americana.
O Kremlin rejeitou a acusação e afirmou que Moscou não interfere no processo eleitoral dos Estados Unidos.
Embora a Rússia tenha sido mencionada, o presidente concentrou suas críticas em Pequim durante o pronunciamento.
As suspeitas de interferência estrangeira nas eleições americanas voltaram ao centro do debate, mas não são novidade. Em 2018, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos acusou formalmente cidadãos e organizações russas de atuarem para influenciar a eleição presidencial de 2016.
Na época, a investigação concluiu que houve uma campanha de influência conduzida por agentes russos nas redes sociais. Já a apuração liderada pelo procurador especial Robert Mueller não encontrou provas suficientes de que Donald Trump tenha conspirado com o governo russo durante sua campanha eleitoral.
Após as eleições de 2020, Trump passou a afirmar que houve fraude no processo eleitoral. No entanto, auditorias independentes, tribunais americanos e o Departamento de Justiça declararam não ter encontrado evidências de manipulação dos resultados.
Uma avaliação da comunidade de inteligência dos Estados Unidos divulgada em 2021 também informou que não havia indícios de que governos estrangeiros tivessem alterado tecnicamente registros de eleitores, votos, sistemas de apuração ou os resultados da eleição presidencial de 2020.
Na mesma época, a agência federal responsável pela segurança cibernética classificou o pleito como "o mais seguro da história" do país.