Política Internacional
Governo cita amizade com EUA em meio ao tarifaço
Publicação nas redes sociais destaca diálogo entre parceiros comerciais enquanto Brasil e Estados Unidos vivem impasse sobre novas tarifas
20/07/2026 15h31
Por: Lavínia Dornellas
Imagem: Reprodução

O governo federal publicou, nesta segunda-feira (20), uma homenagem ao Dia da Amizade nas redes sociais oficiais destacando a importância da cooperação entre os principais parceiros comerciais do Brasil. A postagem reúne as bandeiras de Brasil, Estados Unidos, China, União Europeia, Argentina e Índia de mãos dadas.

A publicação ocorre em meio ao aumento das tensões comerciais entre Brasília e Washington, após o governo dos Estados Unidos anunciar uma tarifa adicional de 25% sobre uma série de produtos brasileiros.

Governo defende diálogo e cooperação

Na legenda da publicação, o governo afirma que a colaboração internacional é fundamental para enfrentar crises globais, ampliar mercados e estimular o crescimento econômico.

O texto também ressalta que esse diálogo deve ocorrer com respeito à diplomacia e à soberania de cada país.

A postagem foi interpretada como um gesto de aproximação em meio ao impasse comercial entre os dois países.

Tarifa entra em vigor nesta semana

As novas tarifas impostas pelos Estados Unidos começam a valer para mercadorias importadas ou retiradas de armazéns a partir de 22 de julho.

Produtos que já estiverem embarcados antes dessa data poderão ficar isentos da sobretaxa, desde que entrem em território americano até 29 de julho.

A tarifa adicional será somada ao imposto de importação já existente para cada produto.

Produtos isentos e negociações

O governo americano manteve uma lista de produtos brasileiros isentos da nova cobrança, incluindo aeronaves civis e componentes aeronáuticos, café solúvel sem sabor, mel orgânico, ferro-gusa, hidróxido de alumínio, determinados pescados, couros, obras de arte, antiguidades e alguns produtos farmacêuticos.

Por outro lado, pedidos de isenção feitos por setores como máquinas agrícolas, calçados, equipamentos elétricos, papel, aço, açúcar orgânico e outros bens manufaturados foram rejeitados.

O governo brasileiro deve se reunir ao longo da semana com representantes dos setores afetados para discutir medidas de apoio às empresas. Apesar da manutenção dos canais diplomáticos, a expectativa é de poucas chances de avanço nas negociações com Washington no curto prazo.