A guerra entre Estados Unidos e Irã ganhou novos capítulos nesta segunda-feira (20), com uma nova troca de ataques militares e a abertura de mais uma frente de tensão no Oriente Médio. Enquanto Teerã afirma ter atingido bases militares americanas na região, os Houthis, grupo rebelde do Iêmen aliado ao Irã, anunciaram um bloqueio naval contra a Arábia Saudita.
O cenário aumenta a preocupação internacional com o abastecimento global de petróleo e reduz as perspectivas de uma solução rápida para o conflito.
Também nesta segunda-feira, um navio-tanque foi atingido por um projétil ainda não identificado no Estreito de Ormuz, segundo a agência marítima do Reino Unido. A embarcação pegou fogo e a tripulação conseguiu abandonar o navio sem registro de vítimas.
Os Houthis anunciaram um bloqueio marítimo contra a Arábia Saudita e ameaçaram impedir a navegação no Estreito de Bab el-Mandeb, passagem estratégica que liga o Mar Vermelho ao Oceano Índico.
Segundo o grupo, a medida é uma resposta ao bloqueio imposto ao Iêmen pela coalizão liderada pelos sauditas. O fechamento da rota pode afetar o transporte internacional de petróleo e mercadorias, ampliando os impactos econômicos do conflito.
As forças americanas confirmaram a morte de mais um militar no Iraque durante uma operação envolvendo destroços de um drone iraniano. Com isso, o número de militares dos Estados Unidos mortos desde o início da guerra chegou a 17, enquanto mais de 420 ficaram feridos.
No Irã, autoridades informaram que mais de 50 pessoas morreram e mais de 500 ficaram feridas nas últimas semanas em consequência dos bombardeios.
Apesar do avanço das hostilidades, mediadores internacionais continuam tentando restabelecer um cessar-fogo.
Segundo autoridades iranianas ouvidas pela agência Reuters, foi apresentada uma proposta para uma trégua de dez dias, que poderia abrir caminho para negociações de um acordo permanente. O Paquistão também voltou a ser citado como possível mediador entre Washington e Teerã.
A continuidade dos confrontos já provoca reflexos no mercado internacional. Nesta segunda-feira, o preço do petróleo chegou a ultrapassar os US$ 90 por barril, antes de recuar com as notícias sobre novas tentativas de negociação.