Geral Operação Metástase
Operação mira quadrilha que roubava medicamentos contra o câncer
Polícia cumpre mandados em quatro estados contra grupo suspeito de movimentar R$ 33 milhões com roubo e revenda de remédios de alto custo
21/07/2026 08h53
Por: Redação
Reprodução

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, nesta terça-feira (21), a Operação Metástase, que investiga uma organização criminosa especializada no roubo de medicamentos oncológicos e imunossupressores. A ação ocorre no Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás e Pará.

Segundo as investigações, o grupo movimentou cerca de R$ 33 milhões em apenas um ano e utilizava empresas de fachada para recolocar os medicamentos roubados no mercado.

Cinco pessoas foram presas

Até a última atualização da operação, cinco pessoas haviam sido presas. Entre elas estão o empresário Stefano Montovani Fernandes, apontado pela polícia como líder do esquema e responsável por encomendar roubos de cargas; Fernanda Rodrigues França, investigada por integrar o núcleo de receptação; e Umberto Xavier de Lima, também suspeito de receber os produtos roubados.

De acordo com a defesa, os investigados negam as acusações.

Mandados em Goiânia e outros estados

Ao todo, a Justiça expediu 5 mandados de prisão preventiva e 97 mandados de busca e apreensão, cumpridos no Rio de Janeiro, Goiânia, Belém, São Paulo, Santo André e São Caetano do Sul.

A Polícia Civil também solicitou o bloqueio de R$ 30 milhões em contas bancárias, além do sequestro de imóveis, veículos de luxo e outros bens ligados aos investigados.

Em Santo André, agentes localizaram medicamentos contra o câncer dentro de um veículo de luxo, que foi apreendido.

Empresas de fachada abasteciam o mercado

Segundo a investigação, a quadrilha utilizava ao menos 25 empresas de fachada para lavar dinheiro e comercializar medicamentos roubados, que eram reinseridos tanto na rede privada quanto em instituições públicas de saúde.

Os investigadores identificaram ainda a participação de funcionários de transportadoras, responsáveis por repassar informações sobre rotas e cargas de medicamentos de alto valor.

A Polícia Civil afirma que o grupo é suspeito de envolvimento em pelo menos 40 roubos de cargas nos últimos seis meses e teria contado com apoio de integrantes da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP) para executar as ações.