
A Fifa abriu uma investigação para apurar a confusão envolvendo jogadores e membros da comissão técnica da Argentina após a derrota por 1 a 0 para a Espanha na final da Copa do Mundo. O incidente aconteceu logo após o apito final, enquanto os espanhóis comemoravam o título no estádio MetLife, em Nova Jersey.
O Comitê Disciplinar da Fifa nomeou um procurador de disciplina e ética para analisar os fatos e definir se haverá punições aos envolvidos.
Durante o tumulto, houve empurrões, agressões e troca de provocações entre atletas das duas seleções. Inicialmente, o sistema da Fifa registrou um cartão vermelho para Leandro Paredes, mas a informação foi corrigida minutos depois. A entidade confirmou que nenhuma punição disciplinar foi aplicada em campo naquele momento.
O único expulso da Argentina durante a partida foi o volante Enzo Fernández, que recebeu o segundo cartão amarelo nos acréscimos.
Além das possíveis suspensões individuais, a Associação do Futebol Argentino (AFA) poderá ser multada ou responder por infrações ao Código Disciplinar da Fifa.
A investigação também considera outro episódio envolvendo a delegação argentina nesta Copa do Mundo: a exibição de uma faixa com a frase "Las Malvinas son Argentinas" após a vitória sobre a Inglaterra na semifinal, manifestação que também é alvo de um processo disciplinar.
A seleção argentina acumula outros episódios disciplinares em competições recentes. Após o título da Copa do Mundo de 2022, a AFA foi multada pelas comemorações consideradas inadequadas de alguns jogadores.
Emiliano Martínez chegou a ser suspenso posteriormente por comportamento ofensivo nas Eliminatórias, enquanto Enzo Fernández pediu desculpas por um vídeo considerado discriminatório após a conquista da Copa América de 2024.
A Fifa ainda não estabeleceu um prazo para concluir a investigação e anunciar eventuais sanções aos envolvidos.