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Alckmin diz que Brasil não busca retaliação, mas admite reciprocidade contra EUA

Vice-presidente afirmou que governo continuará negociando, mas lembrou que o país dispõe de mecanismos para responder a medidas consideradas injustas

Lavínia Dornellas
Por: Lavínia Dornellas
22/07/2026 às 16h38
Alckmin diz que Brasil não busca retaliação, mas admite reciprocidade contra EUA
Foto: Reprodução

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta terça-feira (21) que o Brasil não pretende retaliar os Estados Unidos após a imposição de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. No entanto, ressaltou que o governo poderá adotar medidas de reciprocidade "no momento oportuno".

A declaração foi dada após a primeira rodada de reuniões com representantes de setores da economia para avaliar os impactos da decisão do governo norte-americano.

Governo mantém negociações

Segundo Alckmin, a prioridade do governo federal é buscar uma solução por meio do diálogo e evitar uma escalada nas tensões comerciais entre os dois países.

"O objetivo não é a retaliação", afirmou o vice-presidente, acrescentando que o Brasil dispõe de instrumentos legais para responder a medidas consideradas injustificadas, caso seja necessário.

Ele também voltou a defender que a cobrança das tarifas é injusta e citou a Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso Nacional, como um dos mecanismos disponíveis para proteger os interesses brasileiros.

  • Durante a coletiva, o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Marcio Elias Rosa, afirmou que os assuntos investigados pelos Estados Unidos no âmbito da Seção 301 não farão parte das negociações.

Segundo ele, o governo norte-americano já tomou uma decisão sobre esses temas, encerrando essa etapa das discussões.

Brasil aguarda nova decisão dos EUA

O governo brasileiro também acompanha outra investigação comercial conduzida pelos Estados Unidos, relacionada ao suposto combate insuficiente ao trabalho forçado.

De acordo com Marcio Elias Rosa, uma nova decisão sobre possíveis tarifas adicionais deve ser anunciada na sexta-feira (24). O governo aguarda para saber se essas medidas serão somadas à tarifa de 25% já aplicada aos produtos brasileiros.

Enquanto isso, o Palácio do Planalto mantém a estratégia de negociar com as autoridades norte-americanas e discutir medidas de apoio aos setores mais afetados pelas restrições comerciais.

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