
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta terça-feira (21) que o Brasil não pretende retaliar os Estados Unidos após a imposição de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. No entanto, ressaltou que o governo poderá adotar medidas de reciprocidade "no momento oportuno".
A declaração foi dada após a primeira rodada de reuniões com representantes de setores da economia para avaliar os impactos da decisão do governo norte-americano.
Segundo Alckmin, a prioridade do governo federal é buscar uma solução por meio do diálogo e evitar uma escalada nas tensões comerciais entre os dois países.
"O objetivo não é a retaliação", afirmou o vice-presidente, acrescentando que o Brasil dispõe de instrumentos legais para responder a medidas consideradas injustificadas, caso seja necessário.
Ele também voltou a defender que a cobrança das tarifas é injusta e citou a Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso Nacional, como um dos mecanismos disponíveis para proteger os interesses brasileiros.
Segundo ele, o governo norte-americano já tomou uma decisão sobre esses temas, encerrando essa etapa das discussões.
O governo brasileiro também acompanha outra investigação comercial conduzida pelos Estados Unidos, relacionada ao suposto combate insuficiente ao trabalho forçado.
De acordo com Marcio Elias Rosa, uma nova decisão sobre possíveis tarifas adicionais deve ser anunciada na sexta-feira (24). O governo aguarda para saber se essas medidas serão somadas à tarifa de 25% já aplicada aos produtos brasileiros.
Enquanto isso, o Palácio do Planalto mantém a estratégia de negociar com as autoridades norte-americanas e discutir medidas de apoio aos setores mais afetados pelas restrições comerciais.