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EUA voltam a associar desmatamento no Brasil a vantagem comercial injusta
Representante do governo Trump defendeu investigação comercial e afirmou que práticas ambientais afetam a concorrência entre produtores
22/07/2026 19h36
Por: Redação
Foto: Reprodução

O representante do Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer, voltou a afirmar que o desmatamento no Brasil gera uma vantagem competitiva considerada injusta para produtores brasileiros. A declaração foi feita durante um depoimento sobre a política comercial do governo do presidente Donald Trump.

Segundo Greer, a questão ambiental é um dos argumentos utilizados pelos Estados Unidos para justificar a investigação comercial aberta contra o Brasil com base na Seção 301 da legislação norte-americana.

Durante o depoimento, Greer afirmou que os Estados Unidos passaram a exigir que seus parceiros comerciais adotem padrões ambientais mínimos para garantir condições iguais de concorrência.

De acordo com o representante comercial, o desmatamento ilegal no Brasil beneficia produtores nacionais e prejudica agricultores americanos, razão pela qual o tema foi incluído na investigação conduzida pelo USTR.

Além do desmatamento, a apuração também aborda temas como comércio digital, propriedade intelectual, tarifas preferenciais e acesso ao mercado de etanol.

Tarifas já estão em vigor

A investigação da Seção 301 foi concluída neste mês e resultou na imposição de tarifas de 25% sobre parte das importações brasileiras destinadas ao mercado norte-americano.

Greer afirmou que a estratégia comercial da administração Trump continuará baseada na aplicação de tarifas e na negociação de acordos para fortalecer a indústria dos Estados Unidos e reduzir o déficit comercial do país.

Fertilizantes e agro também foram citados

Durante a audiência, o representante do USTR também comentou a política para fertilizantes, afirmando que o governo busca ampliar a produção doméstica sem comprometer o abastecimento dos agricultores americanos.

Segundo ele, o objetivo é reduzir a dependência de fornecedores externos, especialmente da China, e evitar distorções provocadas por subsídios concedidos por outros países.

Na área da pecuária, Greer destacou a abertura do mercado australiano para a carne bovina dos Estados Unidos e a retomada das autorizações para exportações ao mercado chinês como exemplos dos resultados da política comercial americana.

Relação com Canadá e México

Greer também abordou as relações comerciais com Canadá e México. Segundo ele, a maior parte dos produtos canadenses continua recebendo tratamento preferencial para entrar nos Estados Unidos, embora Washington mantenha críticas a restrições impostas pelo governo canadense a produtos americanos.

O representante afirmou ainda que o governo dos Estados Unidos continuará trabalhando para ampliar o acesso dos produtos agrícolas americanos aos mercados canadense e mexicano.