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China critica tarifas dos EUA e reforça parceria com Brasil
Pequim classifica novas taxas como injustificadas, enquanto presidentes defendem ampliação da cooperação econômica e fortalecimento do multilateralismo
27/07/2026 15h28
Por: Lavínia Dornellas
Foto: Reprodução

A China voltou a criticar as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos chineses e reforçou a aproximação com o Brasil em meio ao aumento das tensões comerciais. Nesta segunda-feira (27), o Ministério do Comércio chinês classificou as medidas como "injustificadas", acusou Washington de adotar práticas protecionistas e pediu a retirada das tarifas adicionais.

A manifestação ocorre poucos dias após os Estados Unidos anunciarem novas alíquotas de 10% e 12,5% sobre produtos de cerca de 60 parceiros comerciais, incluindo Brasil e China, ambos atingidos pela taxa de 12,5%.

A reação chinesa acontece um dia após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgar detalhes de uma conversa telefônica de mais de uma hora com o presidente Xi Jinping.

Segundo Lula, os dois líderes reafirmaram o compromisso de ampliar a cooperação em áreas estratégicas, como inteligência artificial, satélites, beneficiamento de minerais críticos e comércio de fertilizantes.

O presidente brasileiro também destacou que o governo pretende ampliar a diversificação de mercados e parceiros comerciais e informou que Brasil e China concordaram sobre a importância de acelerar as negociações de um acordo entre o Mercosul e a China, respeitando as flexibilidades necessárias para os países do bloco.

O presidente brasileiro também citou as jornadas culturais promovidas em 2026 e o acordo de isenção de vistos de curta duração, medidas que, segundo ele, devem estimular o turismo, os investimentos e novas oportunidades de negócios.

Líderes defendem multilateralismo e paz

Além da agenda econômica, os presidentes discutiram temas internacionais, como os conflitos no Oriente Médio e a guerra na Ucrânia.

Lula informou que ambos manifestaram preocupação com a situação humanitária em Gaza, os impactos das restrições à navegação em importantes rotas marítimas e defenderam uma atuação mais efetiva das Nações Unidas na mediação dos conflitos.

Ao final da conversa, Brasil e China reafirmaram o compromisso com a defesa do multilateralismo e concordaram em manter articulação conjunta em fóruns internacionais, como a ONU e o Brics.