
A Rússia emitiu um mandado de prisão internacional contra Pavel Durov, fundador e CEO do Telegram, sob a acusação de facilitar atividades terroristas ao não remover conteúdos que, segundo o governo russo, eram utilizados por grupos ligados à Ucrânia.
O anúncio foi feito nesta quarta-feira (29) pelo Serviço Federal de Segurança (FSB).
De acordo com o FSB, o Telegram teria permitido a circulação de conteúdos usados por serviços de inteligência ucranianos e organizações classificadas pela Rússia como terroristas e extremistas.
Segundo as autoridades, esses materiais teriam servido para coordenar atos de sabotagem, ataques, fraudes cibernéticas e outras ações dentro do território russo.
Até a última atualização, nem Durov nem a empresa haviam divulgado um posicionamento oficial sobre as acusações apresentadas pelo governo russo.
Pavel Durov já havia sido preso na França, em 2024, no âmbito de outra investigação relacionada ao combate a atividades criminosas na plataforma. Ele foi liberado poucos dias depois e nega qualquer irregularidade.
Nascido na Rússia e atualmente cidadão dos Emirados Árabes Unidos e da França, Durov também é fundador da rede social VKontakte, considerada a versão russa do Facebook.
O paradeiro atual do empresário não foi informado. O Telegram afirma possuir mais de 1 bilhão de usuários e segue sendo amplamente utilizado tanto por russos quanto por ucranianos durante o conflito entre os dois países.