
A taxa de desocupação no território nacional encerrou o trimestre móvel finalizado em junho no patamar de 5,4%, registrando o número mais baixo para este intervalo de meses desde o início do acompanhamento pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2012. Os indicadores da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua revelam uma retração consistente frente aos 6,1% apurados no primeiro trimestre deste ano, além de superarem o desempenho observado no mesmo período de 2025, quando o índice figurava em 5,8%.
Com o avanço do mercado de trabalho, a população em busca de oportunidade caiu para 5,9 milhões de brasileiros — montante que representa um encolhimento de 10,9% na comparação com o ciclo de janeiro a março.
Em termos práticos, cerca de 718 mil pessoas deixaram a fila do desemprego em 12 meses. O contingente total de ocupados atingiu a marca de 103 milhões de cidadãos, impulsionado predominantemente pela expansão das contratações no setor privado, com destaque para o crescimento das vagas informais e ampliação das formais.
Apesar do incremento no volume de postos ocupados, o rendimento médio mensal do trabalhador registrou uma pequena retração pontual no trimestre, fixando-se em R$ 3.738 — o que equivale a um recuo de 1,5% em relação ao início do ano.
No entanto, o poder de compra acumulado na comparação anual permanece positivo, sustentando um ganho real de 2,8% sobre os ganhos apurados na metade do ano anterior.
A Raio-X das Vagas no Setor Privado
A expansão da população ocupada foi puxada pelo dinamismo do mercado corporativo privado. Enquanto o contingente de trabalhadores com carteira assinada avançou 0,6% entre abril e junho, as contratações sem formalização de contrato lideraram o ritmo de absorção de mão de obra no período.