21°C 35°C
Goiânia, GO

PP decide neutralidade e barra Tereza como vice de Flávio Bolsonaro

Partido decidiu não apoiar candidatos à Presidência em 2026; decisão impede formação da chapa com a senadora e mantém indefinido o vice do candidato do PL

Lavínia Dornellas
Por: Lavínia Dornellas
31/07/2026 às 17h18
PP decide neutralidade e barra Tereza como vice de Flávio Bolsonaro
Foto: Reprodução

O Partido Progressista (PP) anunciou nesta sexta-feira (31) que permanecerá neutro na disputa presidencial de 2026. A decisão impede que a senadora Tereza Cristina (PP-MS) componha a chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL) como candidata a vice-presidente.

A definição foi tomada após consulta aos diretórios estaduais da legenda. Em nota, o partido informou que a maioria dos diretórios optou pela neutralidade e que a decisão já foi comunicada e aceita pela senadora.

"O Progressistas, após consulta aos seus diretórios estaduais, decidiu, por maioria, permanecer neutro no processo eleitoral. Diante disso, reiteramos posição de não convocar Convenção Nacional. A decisão já foi comunicada e acatada pela nossa líder no Senado Federal, senadora Tereza Cristina", afirmou o partido.

  • Horas antes do anúncio do PP, Flávio Bolsonaro afirmou, durante agenda em São Paulo, que Tereza Cristina havia aceitado o convite para integrar sua chapa.

O senador elogiou a ex-ministra da Agricultura e destacou sua atuação no agronegócio e na política nacional.

Segundo dirigentes do PP, no entanto, a possibilidade dependia da aprovação da legenda, que acabou optando por não participar da disputa presidencial.

Entraves políticos e estatutários

Além da decisão política, o PP avalia que o próprio estatuto da legenda dificulta uma mudança de posição.

As regras internas determinam que uma convenção nacional seja convocada com antecedência mínima de oito dias. Como o prazo para realização das convenções termina em 5 de agosto, dirigentes consideram improvável qualquer alteração no posicionamento do partido.

Nos bastidores, também pesa a decisão da federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, que já havia sinalizado neutralidade na eleição presidencial.

Flávio busca alianças

A decisão representa um revés para a estratégia do PL de ampliar sua base de apoio junto aos partidos do Centrão.

Além do PP, Flávio Bolsonaro mantém conversas com Podemos e Republicanos, mas as duas legendas também indicam que podem permanecer neutras na disputa.

Sem acordo até o momento, cresce dentro do PL a possibilidade de o candidato disputar a eleição em uma chapa formada exclusivamente por integrantes do partido, a chamada "chapa puro-sangue".

Durante a convenção que oficializou sua candidatura, realizada no último sábado (25), o PL autorizou sua Executiva Nacional a definir posteriormente o nome do candidato a vice-presidente e eventuais coligações.

Caso nenhuma aliança seja firmada até o encerramento do prazo das convenções partidárias, caberá ao próprio PL indicar o vice que acompanhará Flávio Bolsonaro na disputa pelo Palácio do Planalto.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Foto: Reprodução
Política Há 4 horas

Entenda o que é o canal “Exército do Lula” que gerou divergências no TSE

Página administrada por André Janones foi alvo de decisões contrárias de dois ministros; campanha de Lula regularizou o endereço nesta terça-feira (13)

Foto: Reprodução/ Reuters
Política Há 5 horas

Flávio Bolsonaro muda posição e apoia fim da escala 6x1

Flávio Bolsonaro visitou o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, nesta terça-feira, 13 de outubro, após 90 dias de suspensão das visitas. Jair cumpre prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado. O encontro foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. Após a visita, Flávio anunciou que vai votar a favor do fim da escala de trabalho 6x1, que prevê seis dias de trabalho para um de descanso. O senador, que antes criticava a proposta, afirmou que a mudança representa a vontade da maioria dos trabalhadores. Apesar do apoio, Flávio continua defendendo que patrões e empregados tenham liberdade para negociar os horários de trabalho. A proposta prevê dois dias de folga por semana, sem redução salarial, e deve ser votada no Senado nesta quarta-feira, 14 de outubro.

Foto: Reprodução
Política Há 4 dias

Áudio de Vorcaro cita filme de Lula, mas PGR nega relato em delação

Gravação divulgada pela revista Veja atribui ao ex-banqueiro supostos pagamentos ao Instituto Lula; Procuradoria e Polícia Federal afirmam não ter recebido esse relato

Foto: Reprodução
Política Há 4 dias

AtlasIntel: Flávio tem 52,8% e Lula, 47,2% dos votos válidos

Pesquisa divulgada nesta sexta-feira (9) aponta vantagem do senador no segundo turno; levantamento também mostra rejeição à gestão Lula

© Bruno Peres/ Agência Brasil
Política Há 4 dias

Brasil não será governado por sócios do Banco Master, diz Lula em ato

Em Ceilândia, candidato à reeleição defendeu o fim da escala 6X1

Goiânia, GO
32°
Tempo nublado
Mín. 21° Máx. 35°
32° Sensação
14.83 km/h Vento
38% Umidade
0% (0mm) Chance chuva
05h50 Nascer do sol
18h16 Pôr do sol
Quarta
39° 25°
Quinta
37° 21°
Sexta
29° 20°
Sábado
27° 19°
Domingo
31° 19°
Economia
Dólar
R$ 5,03 +0,95%
Euro
R$ 5,63 +1,19%
Peso Argentino
R$ 0,00 +3,33%
Bitcoin
R$ 444,668,48 +0,76%
Ibovespa
206,887,52 pts -1.04%
Enquete
Nenhuma enquete cadastrada
Publicidade