
O Partido Progressista (PP) anunciou nesta sexta-feira (31) que permanecerá neutro na disputa presidencial de 2026. A decisão impede que a senadora Tereza Cristina (PP-MS) componha a chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL) como candidata a vice-presidente.
A definição foi tomada após consulta aos diretórios estaduais da legenda. Em nota, o partido informou que a maioria dos diretórios optou pela neutralidade e que a decisão já foi comunicada e aceita pela senadora.
"O Progressistas, após consulta aos seus diretórios estaduais, decidiu, por maioria, permanecer neutro no processo eleitoral. Diante disso, reiteramos posição de não convocar Convenção Nacional. A decisão já foi comunicada e acatada pela nossa líder no Senado Federal, senadora Tereza Cristina", afirmou o partido.
O senador elogiou a ex-ministra da Agricultura e destacou sua atuação no agronegócio e na política nacional.
Segundo dirigentes do PP, no entanto, a possibilidade dependia da aprovação da legenda, que acabou optando por não participar da disputa presidencial.
Além da decisão política, o PP avalia que o próprio estatuto da legenda dificulta uma mudança de posição.
As regras internas determinam que uma convenção nacional seja convocada com antecedência mínima de oito dias. Como o prazo para realização das convenções termina em 5 de agosto, dirigentes consideram improvável qualquer alteração no posicionamento do partido.
Nos bastidores, também pesa a decisão da federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, que já havia sinalizado neutralidade na eleição presidencial.
A decisão representa um revés para a estratégia do PL de ampliar sua base de apoio junto aos partidos do Centrão.
Além do PP, Flávio Bolsonaro mantém conversas com Podemos e Republicanos, mas as duas legendas também indicam que podem permanecer neutras na disputa.
Sem acordo até o momento, cresce dentro do PL a possibilidade de o candidato disputar a eleição em uma chapa formada exclusivamente por integrantes do partido, a chamada "chapa puro-sangue".
Durante a convenção que oficializou sua candidatura, realizada no último sábado (25), o PL autorizou sua Executiva Nacional a definir posteriormente o nome do candidato a vice-presidente e eventuais coligações.
Caso nenhuma aliança seja firmada até o encerramento do prazo das convenções partidárias, caberá ao próprio PL indicar o vice que acompanhará Flávio Bolsonaro na disputa pelo Palácio do Planalto.