A Polícia Civil prendeu um homem de 59 anos suspeito de mandar matar o próprio filho, Thaliton Henrique Dias Machado, de 29 anos, por causa de uma dívida de aproximadamente R$ 50 mil. O crime aconteceu em janeiro deste ano, na zona rural de Trindade, na Região Metropolitana de Goiânia.
Além do pai da vítima, identificado como Ozanan Ricardo Machado, também foram presos a esposa dele, Simone Viana Silva, e o irmão dela, Wanderson da Silva Sousa. Segundo a investigação, Wanderson confessou ter sido o executor do homicídio.
Thaliton trabalhava como chacareiro e foi morto a tiros no dia 23 de janeiro, enquanto seguia para a horta da propriedade onde trabalhava. Ele morreu ainda no local.
De acordo com a Polícia Civil, Thaliton havia emprestado cerca de R$ 50 mil ao pai e passou a cobrar o pagamento nas semanas que antecederam o crime.
As investigações apontam ainda que a vítima teria ameaçado denunciar às autoridades uma suspeita envolvendo o desaparecimento da própria mãe, Aparecida Almeida Dias, ocorrido há cerca de 20 anos, em Pires do Rio. Segundo a polícia, Thaliton acreditava que o pai poderia estar envolvido no caso.
No dia do homicídio, Ozanan teria prometido quitar a dívida, mas, conforme a investigação, decidiu contratar o cunhado para executar o crime em uma chácara cuja localização era conhecida apenas por ele e por sua esposa.
A prisão do pai e da madrasta ocorreu na última quinta-feira (30), em Senador Canedo. Segundo a Polícia Civil, os dois moravam em Goiânia e planejavam fugir.
Wanderson da Silva Sousa foi preso anteriormente e, conforme a Polícia Civil, confessou ter recebido R$ 15 mil para matar Thaliton. Após a chegada de seu advogado, ele optou por permanecer em silêncio.
Durante a investigação, a polícia também identificou indícios de que Ozanan buscava contratar outra pessoa para matar Simone Viana Silva e o próprio Wanderson. Para os investigadores, a intenção seria eliminar pessoas que tinham conhecimento sobre o crime.
O Grupo de Investigações de Homicídios (GIH) de Trindade continua apurando o caso e solicita que qualquer informação sobre o desaparecimento de Aparecida Almeida Dias ou sobre o homicídio de Thaliton seja repassada pelo telefone (62) 98407-8403.