Geral Crime
Pai é preso suspeito de mandar matar o próprio filho por dívida de R$ 50 mil em Goiás
Polícia Civil também prendeu a madrasta da vítima e o irmão dela, que confessou ter executado o crime; investigação ainda apura desaparecimento da mãe de Thaliton há 20 anos
04/08/2026 12h12
Por: Redação
Reprodução

A Polícia Civil prendeu um homem de 59 anos suspeito de mandar matar o próprio filho, Thaliton Henrique Dias Machado, de 29 anos, por causa de uma dívida de aproximadamente R$ 50 mil. O crime aconteceu em janeiro deste ano, na zona rural de Trindade, na Região Metropolitana de Goiânia.

Além do pai da vítima, identificado como Ozanan Ricardo Machado, também foram presos a esposa dele, Simone Viana Silva, e o irmão dela, Wanderson da Silva Sousa. Segundo a investigação, Wanderson confessou ter sido o executor do homicídio.

Thaliton trabalhava como chacareiro e foi morto a tiros no dia 23 de janeiro, enquanto seguia para a horta da propriedade onde trabalhava. Ele morreu ainda no local.

Investigação aponta dívida e ameaça como motivação

De acordo com a Polícia Civil, Thaliton havia emprestado cerca de R$ 50 mil ao pai e passou a cobrar o pagamento nas semanas que antecederam o crime.

As investigações apontam ainda que a vítima teria ameaçado denunciar às autoridades uma suspeita envolvendo o desaparecimento da própria mãe, Aparecida Almeida Dias, ocorrido há cerca de 20 anos, em Pires do Rio. Segundo a polícia, Thaliton acreditava que o pai poderia estar envolvido no caso.

No dia do homicídio, Ozanan teria prometido quitar a dívida, mas, conforme a investigação, decidiu contratar o cunhado para executar o crime em uma chácara cuja localização era conhecida apenas por ele e por sua esposa.

A prisão do pai e da madrasta ocorreu na última quinta-feira (30), em Senador Canedo. Segundo a Polícia Civil, os dois moravam em Goiânia e planejavam fugir.

Suspeito teria tentado eliminar testemunhas

Wanderson da Silva Sousa foi preso anteriormente e, conforme a Polícia Civil, confessou ter recebido R$ 15 mil para matar Thaliton. Após a chegada de seu advogado, ele optou por permanecer em silêncio.

Durante a investigação, a polícia também identificou indícios de que Ozanan buscava contratar outra pessoa para matar Simone Viana Silva e o próprio Wanderson. Para os investigadores, a intenção seria eliminar pessoas que tinham conhecimento sobre o crime.

O Grupo de Investigações de Homicídios (GIH) de Trindade continua apurando o caso e solicita que qualquer informação sobre o desaparecimento de Aparecida Almeida Dias ou sobre o homicídio de Thaliton seja repassada pelo telefone (62) 98407-8403.